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ETF de renda fixa POSB11 aposta em Selic alta e combina Tesouro Selic com IPCA+

ETF de renda fixa POSB11 aposta em Selic alta e combina Tesouro Selic com IPCA+

Eleven aponta que ETF da Galápagos combina títulos atrelados à Selic com NTN-B longa em meio à expectativa de juros altos por mais tempo

A Eleven Financial publicou relatório sobre o POSB11, ETF da Galápagos que replica o Índice Teva ITBR Tesouro Selic IPCA+. Segundo a casa, o produto pode se beneficiar de um ambiente de uma Selic mais por mais tempo, por manter a maior parte da carteira em LFTs e uma parcela minoritária em NTN-B longa.

Este fundo mistura dois tipos de títulos públicos. A maior parte da carteira é composta por Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), papéis pós-fixados atrelados à Selic. A outra fatia fica em uma NTN-B de longo prazo, título indexado ao IPCA, com vencimento em 2060.

De acordo com a análise, essa composição busca capturar a remuneração dos juros altos por meio dos títulos ligados à Selic, ao mesmo tempo em que mantém uma exposição tática a um papel atrelado à inflação. O relatório afirma ainda que a presença da NTN-B longa contribui para enquadrar o ETF na tributação de longo prazo, com alíquota de 15%.

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POSB11 tem patrimônio de R$ 205,3 milhões

Segundo o relatório, o POSB11 tinha patrimônio líquido de R$ 205,3 milhões e preço de mercado de R$ 102,61. A taxa de administração é isenta até novembro de 2026 e passa a ser de 0,15% ao ano depois desse período.

Em termos de desempenho, o relatório aponta rentabilidade acumulada de 2,93% desde o início, considerando o período entre 18 de março e 8 de junho. Em um mês, o retorno informado foi de 1%.

O ETF foi lançado em março e é negociado em bolsa. Ainda conforme a Eleven, o produto tem liquidez em D+1, não possui come-cotas e não tem IOF. Como a carteira é composta por títulos públicos federais, a exposição de crédito é ao risco soberano.

Como funciona a carteira do ETF

A composição apresentada no relatório lista LFTs com vencimentos entre março de 2030 e março de 2032, além de uma NTN-B com vencimento em agosto de 2060.

A exposição à NTN-B longa é minoritária. Segundo a Eleven, o peso desse tipo de título no índice oscilou historicamente entre 7% e 11% da carteira desde maio de 2016.

O índice replicado pelo POSB11 é calculado pela Teva Índices. De acordo com o relatório, ele acumulou retorno de 139,56% desde maio de 2016, o equivalente a 104% do CDI no período.

A análise também destaca a baixa volatilidade do índice em comparação com outros produtos da mesma categoria. Em 12 meses, a volatilidade anual foi de 0,74%, segundo os dados apresentados pela Eleven.

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Selic alta sustenta tese para o POSB11

A tese da casa parte da avaliação de que a Selic deve continuar elevada por mais tempo. O relatório cita a inflação mais pressionada, a alta do petróleo, a depreciação do real e a atividade econômica ainda resistente como fatores que reduzem o espaço para cortes mais fortes dos juros pelo Banco Central.

Nesse cenário, os títulos atrelados à Selic seguem oferecendo remuneração elevada. Por isso, segundo a Eleven, o POSB11 pode ganhar relevância entre os ETFs de renda fixa, ao combinar uma carteira majoritariamente pós-fixada com uma exposição menor a título indexado à inflação.

A casa também afirma que o mercado de títulos públicos federais segue como o maior e mais líquido mercado de renda fixa soberana da América Latina. Em abril de 2026, o estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna atingiu R$ 8,5 trilhões, segundo os dados citados no relatório.

Produto tem exposição a mercado e relatório foi remunerado

Apesar de ser composto por títulos públicos federais, o POSB11 não é livre de oscilações. A presença de uma NTN-B longa na carteira pode gerar variações de preço, especialmente em momentos de maior volatilidade na curva de juros.

O próprio relatório menciona que o ETF apresentou volatilidade um pouco acima do normal entre maio e junho, em meio à oscilação do mercado de renda fixa.