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Veja seis ativos de renda fixa que pagam 115% do CDI

Veja seis ativos de renda fixa que pagam 115% do CDI

Considerando a isenção de Imposto de Renda, o retorno médio estimado fica em 115% do CDI

O banco Safra divulgou sua carteira de renda fixa com seis ativos para investir no mês de junho. A lista é dividida em três debêntures e três certificado de recebíveis do agronegócio (CRA). Considerando a isenção de Imposto de Renda, o retorno médio estimado fica em 115% do CDI. Além disso, a carteira foi criada para investidores interessados em obter um fluxo de pagamento mensal.

Foram feitas quatro alterações na carteira, entrando as debêntures de Colombo (2028), Gasmig (2031), Eletrosul (2028) e o CRA de Cooxupé (2030). Saem, portanto, os CRIs de Cury (2030), Hypera (2029), Lavvi (2031) e o CRA de Armac (2029). De acordo com o Safra, as alterações visam capturar um retorno atrativo dos nomes entrantes e manter a liquidez da carteira.

As debêntures incluídas foram da Colombo (com vencimento em julho de 2028); da Gasmig (vencimento em agosto de 2031); e Eletrosul (vencimento em novembro de 2028). Já os CRA são da Eldorado (vencimento em setembro de 2040); Bem Brasil (outubro de 2032); e da Cooxupé (vencimento em junho de 2030).

Perfis dos ativos. Fonte: banco Safra

Renda fixa: como investir em debêntures e em CRA

Investidores em busca de retornos superiores aos oferecidos por aplicações tradicionais, como poupança e alguns títulos bancários, têm encontrado nas debêntures e nos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alternativas cada vez mais populares no mercado de renda fixa. Apesar de serem produtos diferentes, ambos permitem que pessoas físicas emprestem dinheiro a empresas em troca de remuneração ao longo do tempo.

A principal atratividade desses investimentos está na possibilidade de obter rendimentos acima de produtos conservadores, especialmente em períodos de juros elevados. No entanto, como envolvem riscos de crédito das empresas emissoras, exigem uma análise mais cuidadosa antes da aplicação.

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Entenda as debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que buscam captar recursos para financiar projetos, expandir operações, alongar passivos ou reforçar o caixa. Ao adquirir uma debênture, o investidor atua como credor da companhia e recebe juros conforme as condições estabelecidas no momento da emissão.

Os rendimentos podem ser prefixados, quando a taxa é conhecida desde o início; pós-fixados, geralmente atrelados ao CDI; ou híbridos, combinando uma taxa fixa com a inflação medida pelo IPCA.

Entre as modalidades disponíveis, destacam-se as debêntures incentivadas, emitidas para financiar projetos de infraestrutura. Esses papéis contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que aumenta sua atratividade em comparação com outros investimentos de renda fixa.

O principal risco das debêntures está relacionado à capacidade financeira da empresa honrar seus compromissos. Por isso, especialistas recomendam avaliar indicadores financeiros, classificação de risco (rating), setor de atuação e histórico da emissora antes de investir.

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Como investir em debêntures

O processo de investimento é relativamente simples. O primeiro passo é possuir conta em uma corretora de valores habilitada a operar títulos de renda fixa.

Após acessar a plataforma, o investidor pode consultar as ofertas disponíveis no mercado primário, quando os títulos estão sendo emitidos, ou no mercado secundário, onde papéis já emitidos são negociados entre investidores.

Além da rentabilidade oferecida, é importante observar o prazo de vencimento, a liquidez, a classificação de risco e as garantias eventualmente associadas à emissão. Também é recomendável diversificar os investimentos entre diferentes empresas para reduzir a exposição a um único emissor.

O que é um CRA

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) é um título emitido por securitizadoras e lastreado em créditos originados no setor agropecuário. Na prática, esses papéis transformam recebíveis futuros de empresas do agronegócio em investimentos disponíveis ao mercado.

Os recursos captados por meio dos CRA ajudam a financiar diversas atividades da cadeia produtiva, incluindo produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias ligadas ao setor.

Uma das principais vantagens desse investimento é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, característica que pode elevar a rentabilidade líquida em comparação com aplicações tributadas.

Cuidados antes de investir em CRA

Apesar da isenção fiscal, o CRA não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que significa que o investidor assume o risco de inadimplência relacionado aos créditos que servem de lastro para a operação.

Por esse motivo, é fundamental analisar a qualidade dos recebíveis, as garantias oferecidas, a estrutura da operação e a reputação da securitizadora responsável pela emissão.