A alta do ouro segue em ritmo acelerado e já aproxima o metal precioso da faixa de US$ 4,9 mil, em um movimento sustentado pela combinação de tensões geopolíticas e maior aversão ao risco nos mercados globais.
O cenário tem reforçado o apelo do ouro como ativo de proteção em momentos de instabilidade, favorecendo também empresas expostas diretamente ao ciclo do metal — caso da Aura Minerals (AURA33), que voltou a ganhar destaque entre as recomendações do mercado.
Aura Minerals entra no radar com o ouro em alta
Com o ambiente mais favorável para o ouro, o Bradesco BBI reiterou sua recomendação de compra para os BDRs da Aura Minerals, avaliando que a companhia tende a capturar um cenário de preços mais fortes do metal ao mesmo tempo em que melhora seus fundamentos operacionais.
A visão do banco é que a combinação entre preços elevados do ouro e execução operacional deve se traduzir em geração relevante de caixa nos próximos trimestres, reforçando a atratividade do papel.
“Reiteramos nossa recomendação de Compra para os BDRs da Aura, pois a empresa deve se beneficiar da combinação de volumes crescentes acompanhados por custos mais baixos e um ambiente de preços do ouro mais forte”, disse o Bradesco BBI.
Por que o ouro está subindo: geopolítica + dólar + juros globais
O impulso recente do ouro, segundo o Bradesco BBI, tem sido alimentado por um conjunto de fatores externos, com destaque para o aumento das incertezas geopolíticas e o efeito disso sobre o dólar e os mercados de juros globais.
O relatório aponta que declarações mais incisivas de Donald Trump sobre a Groenlândia voltaram a elevar a tensão internacional, sem sinal de recuo na pressão para sustentar reivindicações sobre o território. Em paralelo, os Estados Unidos ameaçaram impor tarifas a oito países europeus — incluindo Alemanha, França e Reino Unido — após oposição aos planos envolvendo a Groenlândia.
Além disso, o banco destaca que a instabilidade no Japão também contribuiu para elevar a volatilidade. A queda nos títulos do governo japonês se espalhou para outros mercados de renda fixa, atingindo inclusive os títulos do Tesouro americano de longo prazo, ao mesmo tempo em que o dólar recuou.
“Olhando para o futuro, esperamos que o forte impulso nos preços do ouro persista, já que a combinação de um dólar mais fraco e a crescente incerteza geopolítica provavelmente sustentará uma demanda robusta, tanto de bancos centrais quanto de investidores”, afirmou o Bradesco BBI.
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O que sustenta a tese para Aura: volumes maiores e custos menores
Na avaliação do Bradesco BBI, a Aura Minerals está bem posicionada para capturar esse momento do mercado por dois motivos centrais: crescimento de volumes e melhora de custos.
O banco projeta que a companhia deve se beneficiar do aumento de produção ao mesmo tempo em que opera com uma estrutura mais eficiente, o que tende a ampliar margens e potencializar os resultados em um cenário de ouro em patamar elevado.
Na prática, esse tipo de combinação costuma ter efeito direto sobre a capacidade de geração de caixa das mineradoras, já que o ouro tem um peso relevante na receita, enquanto o custo operacional define o quanto da alta do metal efetivamente vira resultado.
“A empresa deve se beneficiar da combinação de volumes crescentes acompanhados por custos mais baixos e um ambiente de preços do ouro mais forte”, disse o Bradesco BBI.
Geração de caixa vira o destaque para 2026
Com a perspectiva de continuidade do impulso do ouro e melhora operacional, o Bradesco BBI estima que a Aura Minerals pode apresentar uma geração de caixa expressiva em 2026 — um ponto que reforça a tese positiva para os BDRs.
A projeção do banco é que a empresa deve gerar quase 13% do seu valor de mercado em caixa no próximo ano, em um cenário que combina demanda robusta pelo metal e um ambiente externo ainda marcado por incertezas.
“Esse cenário deve levar a empresa a gerar quase 13% do seu valor de mercado em caixa em 2026”, acrescentou o Bradesco BBI.






