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Aura Minerals cai quase 9% com guidance mais pressionado e fraco 

Aura Minerals cai quase 9% com guidance mais pressionado e fraco 

Mercado reage ao guidance mais pressionado para 2026, com expectativa de produção mais fraca, custos mais altos e capex elevado

Como já havia sido antecipado por Bradesco BBI e Safra, o mercado reagiu negativamente aos resultados do quarto trimestre de 2025 da Aura Minerals (AURA33).

Por volta das 14h15, os papéis da companhia caíam 8,99% na B3 ($B3SA3), negociados na mínima do dia.

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Segundo o Bradesco BBI, o sentimento negativo reflete expectativas de produção mais fraca e custos mais elevados em operações-chave, conforme indicado no guidance da companhia. 

Além disso, os analistas Rafael Barcellos e Renato Chanes destacaram que os investimentos devem pressionar a geração de caixa no curto prazo.

O Safra corrobora essa leitura ao afirmar que os resultados foram levemente negativos, apesar da forte alta sequencial trimestre a trimestre no EBITDA e no fluxo de caixa livre, impulsionada por maiores preços realizados e maior produção.

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Balanço da Aura também trouxe alguns alívios

Apesar do tom mais amargo do mercado, o balanço apresentou pontos de alívio. O BBI ressalta que a formalização do acordo de realocação da estrada em Borborema é um passo relevante para destravar valor futuro, aumentando a vida útil e o potencial produtivo do ativo.

“Mesmo diante de um cenário operacional mais desafiador para 2026, mantemos visão construtiva de longo prazo, apoiada no cenário positivo para o preço do ouro e na capacidade da Aura de elevar sua geração de caixa à medida que seus projetos avancem”, destacou o Bradesco BBI.

Já o Safra aponta que os resultados operacionais foram sequencialmente melhores no 4T25, com EBITDA de US$ 208 milhões, alta de 96% na comparação trimestre a trimestre. 

“Os resultados ficaram 4% abaixo de nossa estimativa de US$ 216 milhões, mas em linha com o consenso. O guidance de 2026 veio alinhado às nossas projeções para produção e custo caixa/GEO, enquanto o capex ficou bem acima do esperado”, informa o banco.

Outro destaque mencionado pelo Safra foi a produção maior e o custo caixa menor do que o projetado, enquanto Minosa foi o principal ponto fraco, apresentando tendência oposta.

“Estimamos que a empresa gerará quase 10% de seu valor de mercado em caixa ao longo de 2026, aos preços atuais do ouro, o que reforça a atratividade estrutural da tese, ainda que o curto prazo apresente maiores incertezas”, conclui o BBI.

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