As ações da Axia (AXIA3) recuam mais de 2% na tarde desta sexta-feira (27), mesmo após relevante alta no lucro líquido ajustado no último trimestre do ano. Isto ocorre após pressões sobre receitas operacionais e sobre o ebitda regulatório.

Segundo relatório da Ativa Investimentos, em teleconferência com analistas, as receitas operacionais foram impactadas na parte de geração de energia, afetada por fatores como menores volumes vendidos de energia, efeitos de curtailment e a venda de ativos termelétricos. Além disso, itens não ajustados afetaram o ebitda regulatório como ressarcimento de eólicas, efeitos temporários de receita de Parcela de Ajuste (PA) — que possui dinâmica compensatória —, mudança na faixa de PLR e ILP (com pagamento maior devido ao forte atingimento de metas) e custos relacionados ao rebranding.
“No geral, o trimestre ficou aquém do que projetávamos em termos operacionais, sem alterar os fundamentos da tese de investimento”, avaliou a casa de análise.
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Balanço
No segmento de geração, as receitas vieram abaixo das projeções. No mercado regulado, o volume recuou 12,1% na comparação, impactado por ressarcimentos a contrapartes no ACR e energia de reserva, em função da insuficiência de geração eólica, além da redução da contribuição das térmicas após os desinvestimentos concluídos.
No mercado livre, houve leve alta de 0,7% na energia vendida. Em termos de preços, o ambiente foi misto: o preço médio no regulado caiu 43,1% a/a, enquanto no livre avançou 5,8%, resultando em retração de 50,4% na receita regulada e crescimento de 6,6% na receita do mercado livre.
Com relação à alavancagem, com investimentos de R$ 3,8 bilhões no trimestre, aumento de 27,9% em relação ao 4TRI24, a companhia encerrou o último trimestre de 2025 com posição de caixa de R$ 27,5 bilhões e dívida líquida de R$ 46,4 bi.
Por fim, após investir R$ 9,6 bilhões em 2025, a gestão divulgou fato relevante indicando que os investimentos previstos para 2026 e 2027 devem ficar entre R$ 12 bilhões e R$ 14 bilhões.






