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Absorção do Pan pelo BTG começa a dar frutos

Absorção do Pan pelo BTG começa a dar frutos

Analistas veem fundamentos sólidos e espaço para ganhos adicionais, apesar do valuation elevado

O Santander elevou o preço‑alvo das ações do BTG Pactual (BPAC11) para 2026 de R$ 71 para R$ 72 após incorporar integralmente os efeitos da aquisição do Banco Pan em seu modelo. A mudança reflete uma visão mais positiva para a rentabilidade futura do Pan, cuja integração é vista como estratégica, apesar de ainda representar diluição marginal no retorno consolidado do BTG.

Segundo os analistas Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli, o Pan deve mostrar melhora consistente de resultados ao longo dos próximos anos, alterando de forma favorável as projeções de lucro. “Agora estimamos que o ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio) do Banco Pan aumente de 11% em 2025 para 17% em 2030”, escreveram os analistas.

Embora a integração ainda reduza ligeiramente o ROAE do BTG — 0,9 ponto percentual em 2024 e 0,5 ponto em 2025 — o time do Santander afirma que o efeito tende a diminuir e pode até surpreender positivamente caso a administração entregue a convergência de rentabilidade esperada.

“A administração está otimista quanto à evolução da rentabilidade do Banco Pan, o que poderia permitir que o banco convergisse para os níveis de rentabilidade do BTG”, afirmam.

Potencial ainda mais elevado

O relatório também destaca que, caso o Pan alcance um ROAE de 25% em 2030, o preço‑alvo do BTG teria um incremento adicional de R$ 2; e se o próprio BTG mantiver um ROAE perpétuo de 25%, o preço‑alvo poderia avançar até R$ 82.

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Apesar de alguns investidores estarem realizando lucros após a escalada das ações — que subiram 96% em 12 meses, contra 53% do Ibovespa — o Santander mantém visão construtiva para o banco. “Permanecemos positivos em relação ao BTG, pois acreditamos que os fundamentos continuam sólidos”, destacam Navarro, Rios e Giglioli.

O valuation elevado de 2,9 vezes o Preço sobre Valor Patrimonial por Ação para 2026 (P/VPA 2026E) e a proximidade com o consenso não são vistos como impeditivos para novas altas, embora reduzam a margem para um re-rating expressivo.

Ainda assim, as estimativas de lucro do Santander continuam acima das medianas do mercado para 2026 e 2027, reforçando a expectativa de continuidade do bom desempenho operacional.

Com a incorporação do Pan agora refletida no modelo, o banco reafirma que a tese de BTG segue apoiada em fundamentos sólidos, expansão consistente e um cenário de melhora gradual em negócios complementares — inclusive o recém‑adquirido Banco Pan, que tem potencial de elevar retornos e destravar valor adicional no médio prazo.