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Oncoclínicas confirma oferta de R$ 500 mi da IG4 em debêntures conversíveis

Oncoclínicas confirma oferta de R$ 500 mi da IG4 em debêntures conversíveis

Proposta não vinculante prevê subscrição de debêntures conversíveis em ações e constituição de usufruto sobre papéis da rede de oncologia

A Oncoclínicas (ONCO3) confirmou, em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (15), ter recebido uma oferta não vinculante da gestora IG4 Capital para uma potencial transação envolvendo a subscrição de debêntures conversíveis em ações no valor de R$ 500 milhões, além da constituição de usufruto sobre ações de emissão da companhia — condição que depende de acordo com a base acionária, entre outras exigências cumulativas.

A rede de tratamento de câncer ressalvou que o recebimento da proposta, que chegou na própria quarta-feira, não implica aceitação, compromisso ou obrigação de sua parte, e que não há qualquer definição sobre uma eventual operação com a IG4 ou com outro interessado.

Resposta à cobrança da CVM

O comunicado atende a um ofício da CVM, enviado após o jornal Valor Econômico publicar, na terça-feira (14), que a gestora apresentaria proposta para entrar na companhia.

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A Oncoclínicas afirmou que, na data da reportagem, não havia recebido qualquer comunicação formal da IG4 — e, portanto, não dispunha de informação concreta, precisa e não pública que exigisse divulgação de fato relevante.

O regulador havia alertado que a resposta não afasta eventual apuração de responsabilidade pela não divulgação tempestiva e fixou multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento do prazo.

Reestruturação de R$ 5,1 bilhões

A investida da IG4, gestora de Paulo Mattos especializada em companhias em dificuldade e presente em Braskem e Raízen, ocorre em meio à recuperação extrajudicial protocolada pela Oncoclínicas para reestruturar um passivo de R$ 5,1 bilhões — pedido que, segundo a empresa, nasceu com adesão de cerca de 37% dos créditos abrangidos, percentual suficiente para o ajuizamento.

Ainda de acordo com a reportagem do Valor citada no ofício, a gestora já havia iniciado conversas no começo do ano para comprar a fatia do Goldman Sachs na companhia, e correm em paralelo discussões na CVM sobre uma oferta pública de aquisição que, se avançar, pode movimentar cerca de R$ 6 bilhões, envolvendo Centaurus e Goldman Sachs por causa de uma reestruturação societária de 2023.

A Starboard, outra gestora de situações especiais, também chegou a rondar o negócio antes de as tratativas pesarem para o lado da IG4.

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