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Ibovespa futuro: tensão entre EUA e Irã trava mercados nesta quinta

Ibovespa futuro: tensão entre EUA e Irã trava mercados nesta quinta

Futuros de Nova York e bolsas europeias recuam com a escalada entre Washington e Teerã, enquanto o petróleo cede após três sessões de alta

O Ibovespa futuro opera perto do zero nesta quinta-feira (16) com os mercados internacionais no modo defensivo, diante da escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, aponta a Ágora Investimentos. A agenda do dia ainda reserva dados americanos de consumo e emprego, além de balanços corporativos relevantes.

Os futuros de Nova York operam em queda, as bolsas europeias recuam e os pregões asiáticos fecharam majoritariamente no vermelho.

O dólar e os rendimentos dos Treasuries avançam levemente, enquanto o petróleo cede após três sessões seguidas de alta. O minério de ferro encerrou estável em Dalian, a ¥ 759,50 por tonelada, o equivalente a US$ 112,20.

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Tarifa e varejo na agenda doméstica

Por aqui, a confirmação da tarifa americana de 25% sobre parte das importações brasileiras segue no centro das atenções, mas a ampliação da lista de produtos isentos pode reduzir os impactos esperados sobre os ativos locais.

O mercado também acompanha as vendas do varejo de maio e as discussões fiscais, com a aprovação de medidas de potencial impacto sobre as contas públicas — combinação que pode manter a volatilidade elevada no câmbio e nos juros.

Vendidos

A relação entre posições vendidas e o Ibovespa avançou ligeiramente na última leitura, refletindo o aumento das apostas contrárias ao índice. O movimento ainda não indica mudança relevante de tendência, mas sugere uma dose marginal a mais de cautela entre os investidores.

Nesse contexto, a Ágora destaca a sessão negativa das elétricas, tradicionalmente vistas como ativos defensivos e importantes pagadoras de dividendos — queda que pode indicar, também, a necessidade de financiar posições em outros segmentos.

Análise técnica

O Ibovespa segue em acomodação no curto prazo, mas preserva a leitura positiva após o rompimento da região dos 174.280 pontos, com resistência imediata nos 178.220 pontos.

Um eventual recuo abaixo dos 174.280 pontos pode sinalizar perda de fôlego no curtíssimo prazo, mas a estrutura de alta só ficaria comprometida abaixo do suporte principal, nos 168 mil pontos.

A recomendação do dia é a compra de TIM (TIMS3) entre R$ 22,66 e R$ 22,77, com primeiro objetivo em R$ 23,17 (ganho estimado de até 2,25%) e segundo em R$ 23,77 (até 4,9%). O stop fica em R$ 22,29, com perda estimada entre 1,63% e 2,12%.