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Brava: CVM libera OPA da Ecopetrol nos termos originais

Brava: CVM libera OPA da Ecopetrol nos termos originais

Decisão reduz as incertezas sobre a conclusão do negócio, mas enterra a chance de preço maior e de rateio mais favorável aos minoritários, diz a XP

O colegiado da CVM decidiu a favor do recurso da Ecopetrol e destravou a oferta pública de aquisição (OPA) da petroleira colombiana pela Brava Energia (BRAV3), que seguirá nos termos originais dos documentos da transação. Para a XP Investimentos, a definição tira um peso do caminho.

“A decisão é positiva por reduzir as incertezas relacionadas à conclusão da OPA”, avaliou o analista Regis Cardoso.

Sem ganho extra para os minoritários

A oferta estava suspensa desde que a área técnica da CVM levantou questionamentos sobre aspectos da operação, incluindo a adoção de preços distintos e o rateio entre os acionistas que participam do contrato de compra de ações (SPA) e os da OPA — o que levou a Ecopetrol a protocolar o recurso em 7 de julho. A vitória da compradora, no entanto, fecha a porta que poderia beneficiar a ponta vendedora.

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“Um potencial ganho decorrente de um preço mais elevado na oferta e de condições de rateio mais favoráveis aos acionistas minoritários não se concretizou”, ponderou o analista da XP.

Como fica a oferta

Com o aval do colegiado, vale o desenho original: uma OPA voluntária para a compra de 25% do capital social da Brava, o equivalente a 116,1 milhões de ações, ao preço de R$ 23 por papel.

A oferta está limitada ao número de ações necessário para a Ecopetrol obter o controle da companhia, somando-se aos 26% de participação já assegurados por meio do SPA.

“Caso a adesão dos acionistas exceda o limite da oferta, as vendas de ações pelos acionistas minoritários estarão sujeitas a rateio”, explicou Cardoso.