As ações da Oncoclínicas (ONCO3) chegaram a subir em torno de 15% nesta sexta-feira (22), um dia após ter registrado outra elevação significativa, subindo em torno de 14% nesta quinta-feira (21).
Também na quinta, o jornal Valor Econômico teria noticiado que a companhia estaria negociando um aporte financeiro de aproximadamente R$ 500 milhões com cerca de três investidores. Isso ocorre após as negociações de aporte com a Mak Capital não terem ido adiante.
A empresa de serviços médicos busca uma saída para sua reestruturação e, de acordo com a publicação, uma das razões da injeção de capital, seria o objetivo de protocolar um plano de recuperação extrajudicial.
Balanço fraco no 1ºTRI
A saúde financeira da empresa inspira cuidados por causa da forte crise que atravessa. Além da Mak Capital, a Oncoclínicas chegou a negociar um aporte de R$ 1 bilhão com a Porto (PSSA3) e a Fleury (FLRY3) e que também não deu certo.
Esse acordo previa a criação de uma nova estrutura, com participação de Fleury e Porto, além de financiamento adicional via debêntures. No entanto, o período de exclusividade de 30 dias foi encerrado sem consenso, levando ao abandono das tratativas.
Com relação ao primeiro trimestre deste ano, a companhia apresentou resultados considerados fracos devido à dificuldade de liquidez. A receita líquida caiu 22% na comparação anual, para R$ 1,16 bilhão, enquanto o prejuízo líquido saltou de R$ 132 milhões no 1T25 para R$ 439 milhões.
O episódio mais simbólico do trimestre foi a escassez de medicamentos registrada em março, que impactou negativamente em cerca de R$ 40 milhões a receita bruta da companhia. Para os analistas, o evento não foi acidente operacional isolado — foi consequência direta da deterioração financeira.
Além da falta desses suprimentos, a receita da companhia também foi afetada pela descontinuação de serviços a determinados planos de saúde e pelo aumento das provisões para devedores.






