A Oncoclínicas (ONCO3) informou ao mercado nesta quarta-feira (25) que recebeu uma proposta de capitalização de R$ 500 milhões do acionista MAK Capital Fund LP, que detém cerca de 6,3% do capital social da companhia.
A oferta, no entanto, não é um cheque em branco. Ela está estritamente condicionada à convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com uma pauta agressiva de mudanças.
O “pacote” de exigências
Para injetar o capital, a MAK Capital exige que os acionistas deliberem sobre pontos críticos que podem mudar o comando da empresa de serviços médicos. A proposta inclui:
Transparência Financeira: Discussão detalhada sobre a situação econômico-financeira, incluindo estratégias de repactuação de dívidas.
Troca de Comando: Destituição imediata dos atuais membros do Conselho de Administração.
Nova Estrutura: Eleição de novos conselheiros, definição de membros independentes e indicação de novos Presidente e Vice-Presidente para o colegiado.
“A diretoria da Companhia e o Conselho de Administração tomarão as providências necessárias para a análise da regularidade da referida solicitação”, afirmou a empresa em comunicado oficial.
Conflito
O movimento da MAK Capital acontece em um momento sensível para a Oncoclínicas. A companhia revelou na segunda-feira (23) que está em conversações para uma potencial transação envolvendo Porto Seguro (PSSA3) e a Fleury (FLRY3).
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