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Mercados: tensão EUA-Irã deixa investidor na defensiva; Ibovespa futuro cai

Mercados: tensão EUA-Irã deixa investidor na defensiva; Ibovespa futuro cai

Futuros de Nova York caem e petróleo avança com o risco ao fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz, mantendo os investidores em postura defensiva

O Ibovespa futuro cai aproximadamente 0,4%, aos 179.860 pontos, com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã dita o tom desta segunda-feira (13), segundo a análise diária da Ágora Investimentos.

Os futuros de Nova York operam majoritariamente em queda, as bolsas europeias mostram desempenho misto e as asiáticas fecharam sem direção única, com os rendimentos dos Treasuries em alta e o dólar sem rumo claro frente às principais moedas.

Nas commodities, o petróleo avança diante dos riscos ao fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz, por onde passa parcela relevante da oferta mundial. Na contramão, o minério de ferro caiu 0,47% em Dalian, a ¥ 744,50 por tonelada — cerca de US$ 109,85.

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Brasil: cautela com juros e MP do Frete

Para os ativos locais, o exterior sugere abertura mais defensiva, com possível pressão sobre a curva de juros pela combinação de petróleo e Treasuries em alta.

O EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, recuava de leve no pré-mercado, enquanto os papéis ligados a commodities podem encontrar sustentação no barril mais caro. Na agenda, as atenções se voltam às discussões sobre a MP do Frete e aos compromissos da pauta econômica.

Aposta contra a bolsa é a menor desde abril

O posicionamento, por sua vez, conta uma história mais otimista. Embalada pelo IPCA abaixo do esperado, a forte alta do Ibovespa na sexta-feira derrubou a relação entre posições vendidas e o índice para 1 vez — o menor nível desde meados de abril, justamente o período em que o fluxo estrangeiro perdeu força e passou a registrar saídas da bolsa.

Por ora, o capital externo segue com variações apenas marginais, sem sinal de virada de tendência.

Focus

A surpresa do IPCA de junho chegou às planilhas dos economistas. No relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a mediana para a inflação oficial de 2026 caiu de 5,30% para 5,16% — o primeiro ajuste relevante em meses, na esteira do índice de 0,16% de junho, bem abaixo do que o mercado esperava.

O IGP-M acompanhou o movimento, e com folga. A projeção para o índice geral de preços em 2026 recuou de 5,68% para 5,61% na semana e acumula queda de 0,61 ponto percentual em um mês — há quatro semanas, a mediana estava em 6,22%.

No calendário curto, o alívio é ainda mais visível: os economistas esperam IPCA de 0,29% em julho e deflação de 0,08% em agosto, antes de o índice voltar a subir em setembro (0,47%). Já 2027 anda na contramão — a mediana para a inflação do ano que vem subiu a 4,20%, na oitava semana seguida de alta.

Análise técnica

Depois de treze sessões presas entre os 170.587 e os 174.177 pontos, o Ibovespa ganhou pressão compradora na sexta-feira e rompeu a faixa, iniciando uma nova tendência de alta, aponta a equipe da Ágora. Se superar a resistência atual, nos 177.748 pontos, o próximo alvo fica em 184.584 pontos — potencial de valorização de cerca de 3,5%.

Recomendação do dia: Petrobras

O trade sugerido pela corretora é a compra de Petrobras (PETR4) entre R$ 40,02 e R$ 40,22, com primeiro objetivo em R$ 40,84 (ganho estimado entre 1,54% e 2,05%) e segundo em R$ 41,50 (entre 3,18% e 3,70%). O stop fica em R$ 39,31, com perda limitada entre 1,77% e 2,26%.