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Ação da CPFL paga bem, mas subir é outra história, avalia BBI

Ação da CPFL paga bem, mas subir é outra história, avalia BBI

Banco projeta Ebitda de R$ 13,2 bilhões em 2026 e retorno em dividendos perto de 8% ao ano, com alavancagem abaixo de 3 vezes

A CPFL Energia (CPFE3) é aquele tipo de ação que o Bradesco BBI elogia sem empolgar.

“Seguimos enxergando a CPFL como uma das empresas de melhor qualidade do setor elétrico, combinando previsibilidade operacional, disciplina financeira e elevada remuneração aos acionistas”, escreveram os analistas Francisco Navarrete e Ricardo França, em atualização das projeções para a companhia.

As contas novas incorporam expectativas mais favoráveis para a remuneração regulatória das distribuidoras, os ajustes da expansão da geração distribuída e revisões nas vendas de energia e no curtailment — o corte forçado da geração quando a oferta supera a capacidade do sistema. Com isso, o Ebitda deve crescer gradualmente e alcançar cerca de R$ 13,2 bilhões em 2026.

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Dividendos de 8% e dívida sob controle

O cartão de visitas segue sendo o provento: o retorno em dividendos projetado ronda 8% ao ano nos próximos exercícios. E o pagamento farto não desarruma o balanço — mesmo com o plano pesado de investimentos e as revisões tarifárias marcadas para 2027 e 2028, a alavancagem deve seguir abaixo de 3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda.

O problema, para o banco, é que nada disso é segredo. “O atual nível de negociação das ações já parece refletir boa parte desses atributos, limitando o potencial de valorização”, ponderou a dupla do BBI, na comparação com outras empresas de utilities.

Copel e Equatorial na frente

O veredicto, portanto, é de empate técnico entre o que se paga e o que se leva. “A relação risco-retorno se mostra mais equilibrada neste momento”, avaliaram Navarrete e França — sobretudo diante de pares como Copel (CPLE6) e Equatorial (EQTL3), que oferecem retorno implícito maior e mais potencial de geração de valor no médio prazo.

Isso não tira a utilidade do papel na carteira certa.

“A companhia continua sendo uma alternativa atrativa para investidores em busca de renda e menor volatilidade”, concluíram os analistas do Bradesco BBI. Em outras palavras: a CPFL segue como porto seguro — só não espere dela a viagem mais rápida do setor.

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