A aquisição da Dock Brasil deve adicionar cerca de R$ 25 milhões por ano ao Ebitda da OceanPact (OPCT3), principalmente por meio de economias relacionadas à manutenção da frota.
É o que avalia o Bradesco BBI, em análise divulgada após a companhia anunciar a compra de 100% da Dock Brasil Engenharia e Serviços, que opera um estaleiro de reparo e docagem de embarcações em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
O preço-base da transação, em base livre de dívida e caixa, é de aproximadamente R$ 119 milhões, sujeito a ajustes usuais e mecanismos de retenção de preço para garantia de eventuais obrigações de indenização.
“A leitura é positiva. A propriedade de uma estrutura própria de reparo e docagem deve ampliar a eficiência na manutenção da frota e reduzir riscos associados à maior utilização dos ativos daqui em diante”, afirmam Vicente Falanga e Ricardo França, analistas do Bradesco BBI.
Eficiência operacional e redução de custos
A internalização das capacidades de manutenção é o principal argumento estratégico da operação. Com estrutura própria de docagem, a OceanPact reduz a dependência de terceiros para serviços essenciais de manutenção, o que tende a gerar maior previsibilidade de custos e menor exposição a interrupções operacionais.
Essa vantagem ganha relevância especialmente no contexto da fusão em andamento entre OceanPact e CBO, que deve resultar em uma das maiores frotas de embarcações de apoio offshore do Brasil.
“A internalização de parte das capacidades de manutenção tende a reduzir custos operacionais, e estimamos que a transação possa adicionar cerca de R$ 25 milhões por ano ao Ebitda, principalmente por meio de economias relacionadas à manutenção”, destacam Falanga e França.
Momento estratégico para a combinação com a CBO
O timing da aquisição também é relevante. A nova companhia combinada entre OceanPact e CBO deve operar uma das maiores frotas de embarcações de apoio offshore do Brasil, o que amplifica o impacto positivo de ter infraestrutura própria de reparo e docagem.
Quanto maior a frota, maior o volume de manutenções necessárias — e, portanto, maior o potencial de captura de economias com a internalização desse serviço.
Para o Bradesco BBI, a operação está alinhada à estratégia da OceanPact de fortalecer sua plataforma integrada de serviços marítimos e ampliar eficiência operacional em um ciclo de maior utilização dos ativos. O movimento reforça o posicionamento da companhia no segmento de apoio offshore em um momento de demanda aquecida pelo setor de óleo e gás no Brasil.
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