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Prévia da Petrobras reforça expectativa de forte resultado no 2ºTRI

Prévia da Petrobras reforça expectativa de forte resultado no 2ºTRI

Segundo relatório da Ativa, a produção de óleo e líquido de gás natural (LGN) alcançou 2,689 milhões de barris por dia (mbpd)

A Petrobras (PETR4) registrou no segundo trimestre de 2026 a maior produção própria de sua história, movimento que, na avaliação da Ativa Investimentos, deve impulsionar um desempenho operacional robusto no período. A casa revisou suas projeções para os resultados da estatal, embora mantenha recomendação neutra para as ações PETR4.

Segundo relatório da Ativa, a produção de óleo e líquido de gás natural (LGN) alcançou 2,689 milhões de barris por dia (mbpd), alta de 4,1% em relação ao primeiro trimestre e 3,4% acima da estimativa da instituição, de 2,6 milhões de barris diários.

O avanço foi impulsionado principalmente pela entrada em operação de dez novos poços — seis na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos —, responsáveis por cerca de 72% do crescimento trimestral da produção. A corretora também destaca o ramp-up das plataformas P-78, Alexandre de Gusmão e Maria Quitéria, além da entrada antecipada da plataforma P-79 no campo de Búzios, iniciada em 1º de maio, cerca de três meses antes do cronograma previsto no Plano de Negócios 2026-2030.

Com isso, a produção própria total da Petrobras atingiu 3,336 milhões de barris de óleo equivalente por dia (mboed), o maior volume já registrado pela companhia.

Fortalecimento no pré-sal

O relatório ressalta ainda o fortalecimento das operações no pré-sal. A produção da região chegou a 2,299 milhões de barris por dia, avanço de 5% na comparação trimestral, beneficiada pelo menor número de paradas operacionais. O pré-sal passou a responder por 85,5% da produção de óleo e LGN da estatal, acima dos 84,7% registrados no trimestre anterior.

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Para a Ativa, a combinação entre o volume recorde de produção, o maior peso do pré-sal no portfólio e o preço médio do petróleo Brent em US$ 103 por barril, ante US$ 81 no primeiro trimestre, deve resultar em uma melhora significativa da rentabilidade do segmento de exploração e produção (E&P).

No refino, transporte e comercialização (RTC), a produção de derivados cresceu 5,6% frente ao trimestre anterior, para 1,918 milhão de barris por dia, superando em 10,7% as projeções da corretora. O fator de utilização das refinarias atingiu 101,2%, um nível recorde, impulsionado principalmente pela maior produção de diesel e querosene de aviação (QAV).

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Apesar do forte desempenho operacional, a Ativa avalia que a rentabilidade do segmento de refino pode ser inferior à do primeiro trimestre. Segundo os analistas, o efeito positivo dos estoques observado no início do ano não deve se repetir, enquanto o petróleo mais caro aumenta o custo da matéria-prima sem repasse integral aos preços dos combustíveis.

No segmento de gás e energia, a expectativa é de contribuição mais modesta para os resultados. As vendas de gás natural, somadas ao consumo interno, recuaram 2,2% no trimestre, enquanto a comercialização de energia elétrica caiu 24,4% em relação aos três primeiros meses do ano.

Diante desse cenário, a Ativa revisou suas estimativas para o segundo trimestre de 2026. A corretora projeta receita líquida de R$ 145 bilhões, Ebitda de R$ 79,4 bilhões (US$ 15,4 bilhões), com margem de 54,8%, e lucro líquido de R$ 35,7 bilhões. A estimativa também aponta para distribuição de dividendos de R$ 1,01 por ação, equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões em proventos.

Mesmo com a expectativa de resultados sólidos, a Ativa manteve recomendação neutra para as ações da Petrobras, destacando que sua projeção de Ebitda permanece ligeiramente abaixo do consenso do mercado devido a uma visão mais conservadora para o desempenho do segmento de refino.