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Ibovespa hoje: índice fecha em queda, acumula perdas na semana e em maio

Ibovespa hoje: índice fecha em queda, acumula perdas na semana e em maio

Bolsa brasileira recua 0,73%, aos 173,7 mil pontos, pressionada por ações de consumo e commodities; Minerva lidera perdas do dia

O Ibovespa hoje encerrou o pregão desta sexta-feira em queda de 0,73%, aos 173.787 pontos, pressionado por ações ligadas ao consumo, siderurgia e proteína animal, em um dia marcado por volatilidade nos mercados globais e realização de lucros na bolsa brasileira. O principal índice da B3 oscilou entre a mínima de 172.686 pontos e a máxima de 175.064 pontos, enquanto o volume financeiro alcançou R$ 46,5 bilhões.

Com o desempenho negativo da sessão, o Ibovespa acumulou baixa de 1,37% na semana e perdas de 7,22% em maio. Apesar da correção recente, o índice ainda mantém valorização de 7,86% no acumulado de 2026.

O movimento ocorreu em meio a um ambiente de maior cautela entre investidores, mesmo com Wall Street renovando máximas históricas impulsionada pelas ações de tecnologia. No Brasil, o mercado acompanhou a queda do petróleo, o avanço das bolsas americanas e a repercussão de notícias envolvendo tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.

Minerva, Magazine Luiza e Braskem pressionam o índice

Entre as maiores quedas do pregão, destaque para as ações da Minerva, que recuaram 7,05%, a R$ 3,71, ampliando a volatilidade recente do papel após especulações envolvendo possíveis movimentos societários e discussões sobre fechamento de capital.

Braskem também figurou entre as principais perdas do dia, com baixa de 6,02%, enquanto Magazine Luiza caiu 5,83%, refletindo pressão sobre empresas mais sensíveis ao cenário de juros e consumo doméstico.

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As units da Metalúrgica Gerdau recuaram 4,11%, acompanhando o desempenho mais fraco do setor metálico, enquanto Vamos caiu 4,08% em meio à repercussão da troca de comando na companhia e ajustes de posição do mercado.

No lado positivo, Totvs liderou os ganhos do Ibovespa ao avançar 4,16%, seguida por Usiminas, que subiu 4,04% após recuperação parcial do setor siderúrgico. Eneva, Engie Brasil e BB Seguridade também encerraram a sessão em alta.

Wall Street renova recordes com tecnologia e balanços

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam novamente em níveis recordes nesta sexta-feira, sustentados principalmente pelo desempenho das empresas de tecnologia e pela reação positiva a resultados corporativos.

O Nasdaq Composite avançou 0,2%, aos 26.972,62 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,22%, para 7.580,06 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average ganhou 363,49 pontos, ou 0,72%, encerrando o dia aos 51.032,46 pontos. Os três índices também renovaram máximas históricas intradiárias ao longo da sessão.

Um dos destaques do mercado americano foi a Dell Technologies. As ações da companhia dispararam quase 33%, registrando o melhor desempenho diário de sua história após resultados trimestrais acima das expectativas e revisão positiva de projeções para o ano.

O movimento reforçou o otimismo em torno do setor de tecnologia, especialmente empresas ligadas à inteligência artificial e infraestrutura de dados, que seguem liderando os ganhos em Wall Street em 2026.

Petróleo cai com possível avanço diplomático entre EUA e Irã

O mercado também repercutiu declarações do presidente dos Estados Unidos envolvendo negociações com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou estar reunido na Sala de Situação para uma “decisão final” e voltou a defender que o Irã aceite não desenvolver armas nucleares. Ele também afirmou que o Estreito de Ormuz deveria ser “imediatamente aberto”.

Após as declarações e notícias sobre possíveis avanços diplomáticos, os preços internacionais do petróleo recuaram de forma relevante. O barril do Brent fechou em queda de 1,73%, a US$ 87,36, enquanto o WTI caiu 1,77%, encerrando a US$ 92,05.

O petróleo americano registrou sua maior queda mensal desde abril de 2025, acumulando desvalorização próxima de 17% no período.

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