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Tesla (TSLA) supera receita, mas capex dispara 142% e preocupa Avenue

Tesla (TSLA) supera receita, mas capex dispara 142% e preocupa Avenue

Lucro ajustado por ação ficou abaixo do esperado, enquanto fluxo de caixa livre foi negativo em US$ 1,09 bilhão

A Tesla (TSLA; TSLA34) apresentou receita acima das projeções no segundo trimestre de 2026, mas o crescimento acelerado dos investimentos pressionou a rentabilidade e levou o fluxo de caixa livre ao campo negativo. As ações reagiram em queda no pós-mercado.

De acordo com o balanço do segundo trimestre, a receita alcançou US$ 28,24 bilhões, alta anual de 26% e acima dos US$ 25,71 bilhões esperados. O lucro ajustado por ação, porém, somou US$ 0,33, diante do consenso de US$ 0,51 citado pela Avenue.

“O mercado reagiu negativamente aos dois resultados. Eu diria que talvez a culpa disso sejam os investimentos, o capex, que tanto no caso da Tesla quanto no caso do Google vêm aumentando”, afirma William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities.

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Capex da Tesla alcança US$ 5,79 bilhões

As despesas operacionais da Tesla avançaram 47% na comparação anual, para US$ 4,35 bilhões. O lucro operacional caiu 57%, para US$ 398 milhões, enquanto o lucro líquido atribuível aos acionistas recuou 5%, para US$ 1,11 bilhão.

O capex disparou 142%, passando de US$ 2,39 bilhões para US$ 5,79 bilhões. Mesmo com uma geração operacional de caixa de US$ 4,7 bilhões, a companhia encerrou o trimestre com fluxo de caixa livre negativo em US$ 1,09 bilhão.

“No caso da Tesla, o capex disparou 142%, a US$ 5,8 bilhões, com a empresa cada vez mais focada na fabricação de robôs, na reformulação das linhas de produção e no Cybercab, o veículo autônomo da companhia”, diz Alves.

O estrategista destaca que os investimentos refletem a estratégia da Tesla de ampliar sua atuação em inteligência artificial, robotáxis e robótica. A empresa iniciou a produção do Cybercab e começou a adaptar antigas linhas da fábrica de Fremont, na Califórnia, para fabricar o robô humanoide Optimus.

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Receita cresce nos três segmentos

O desempenho da receita foi positivo nas três principais áreas de negócios. O segmento automotivo cresceu 23% e faturou US$ 20,52 bilhões.

A divisão de geração e armazenamento de energia avançou 13%, para US$ 3,14 bilhões. Serviços e outros negócios apresentaram o maior crescimento, de 50%, com receita de US$ 4,58 bilhões.

Para o estrategista, os gastos elevados não comprometem necessariamente as perspectivas de longo prazo, mas aumentam a cobrança por retorno sobre os projetos.

“Em linhas gerais, acho que isso não muda a visão para essas empresas em termos de crescimento e de olhar para o futuro. Mas, no curto prazo, obviamente, esses investimentos maiores acabam pesando”, avalia Alves.