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Petrobras irá conter aumentos com proximidade eleitoral

Petrobras irá conter aumentos com proximidade eleitoral

Com ciclo eleitoral se aproximando, Santander vê apetite limitado para reajustes mais expressivos, mesmo com gasolina ainda 24% abaixo da paridade de importação

O Santander avalia que a Petrobras ($PETR; PETR4) deve moderar os reajustes de combustíveis nos próximos meses.

“Continuamos enxergando apetite limitado para aumentos mais expressivos nos preços dos combustíveis à medida que se aproxima o ciclo eleitoral”, afirmam os analistas Yuri Pereira, Eduardo Muniz e Nicole Alonso.

A Petrobras anunciou aumento de 18,5% (R$ 0,48/litro) no preço da gasolina em 28 de maio. O diesel permaneceu inalterado.

O último reajuste havia ocorrido em 26 de janeiro de 2026. O movimento foi amplamente antecipado pelo mercado após o governo anunciar o subsídio.

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O Santander considera o anúncio neutro para as ações no curto prazo, mas avalia positivamente a abordagem pragmática da Petrobras na precificação dos combustíveis.

Desconto frente à paridade ainda é relevante

Após o reajuste, a gasolina é vendida com desconto de 24% frente ao PPI. Com o subsídio de R$ 0,44/litro, essa defasagem cai para cerca de 13%.

O diesel segue com desconto de 27% frente ao PPI. Incorporado o subsídio de R$ 1,12/litro, a diferença recua para cerca de 5%.

O crack spread da gasolina melhorou de -US$ 12/barril para -US$ 11/barril. Com o subsídio, pode chegar a US$ 3/barril positivo.

Os analistas do Santander seguirão monitorando os crack spreads internacionais e a dinâmica de preços como variáveis-chave para avaliar a probabilidade de novos ajustes.

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