O Ibovespa hoje (20) encerrou o pregão em forte alta de 1,77%, aos 177.355 pontos, acompanhando o avanço das bolsas internacionais em meio ao aumento do otimismo dos investidores com uma possível redução das tensões no Oriente Médio, e eventualmente um fim da guerra no Irã. Durante a sessão, o principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 174.279 pontos e a máxima de 178.198 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 28 bilhões.
O movimento positivo do mercado ocorreu mesmo com a forte pressão das ações ligadas ao petróleo, após a commodity registrar queda expressiva no mercado internacional. Os papéis da Petrobras lideraram as perdas do índice: as ações ordinárias (PETR3) recuaram 3,85%, cotadas a R$ 49,68 na mínima do dia, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 3,23%, para R$ 44,60.
Além da estatal, apenas outros dois papéis fecharam no vermelho entre os componentes do Ibovespa. SLC Agrícola (SLCE3) caiu 1,61%, a R$ 16,52, enquanto Prio (PRIO3) recuou 1%, encerrando a sessão a R$ 68,63.
O apetite por risco ganhou força após a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a percepção de que o conflito no Oriente Médio pode caminhar para uma solução diplomática no curto prazo.
Mercado internacional
Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta. O Dow Jones avançou 1,31%, aos 50.009,35 pontos. O S&P 500 subiu 1,08%, enquanto o Nasdaq Composite teve valorização de 1,54%, encerrando aos 26.270,36 pontos.
A ata da reunião de abril do Federal Reserve, divulgada nesta quarta-feira, mostrou um banco central americano mais dividido do que o mercado esperava e com maior preocupação em relação à persistência da inflação nos Estados Unidos.
Apesar de o Fed ter mantido a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, o encontro terminou com quatro dissidências — o maior número de votos contrários desde 1992 — em meio a discussões intensas sobre os próximos passos da política monetária.
O documento também evidenciou uma crescente disposição de parte dos dirigentes da autoridade monetária em elevar os juros novamente caso a inflação continue mostrando resistência, em um cenário ainda pressionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo ambiente inflacionário persistente.
Mais cedo, a inflação da zona do euro registrou uma aceleração em abril. A taxa anual foi de 3,2% em abril de 2026, acima dos 2,8% de março. Um ano antes, a taxa era de 2,4%. Além da aceleração, a variação inflacionária ficou acima da meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE), que é de 2%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pela Eurostat, o escritório de estatísticas da União Europeia.
No entanto, o núcleo da inflação, que desconsidera as variações dos setores de energia e alimentação, registrou alta de 2,2%, na comparação anual. Em março deste ano, a inflação europeia havia sido de 2,3%.
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