A ação da Light (LIGT3) tombam mais de 30% nesta quarta-feira (20), sendo uma das piores retrações do dia. O mercado ainda vê um risco muito elevado na companhia carioca e para o analista Rodrigo Garretti, da EQI Research, o momento exige muita atenção, antes de pensar em qualquer movimento na posição acionária.
“Nos fundamentos, o mercado ainda enxerga risco elevado por conta da reestruturação da companhia, então hoje continua sendo um papel mais especulativo, exigindo gestão de risco e confirmação de fluxo comprador”, explicou ele.
Aumento de capital
Além disso, mais cedo, a companhia aprovou um aumento de capital entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, como parte das medidas previstas em seu plano de recuperação judicial. Segundo a distribuidora, a operação foi aprovada pelo Conselho de Administração e será realizada dentro do limite do capital autorizado previsto no estatuto social da empresa.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, a operação prevê a emissão privada de, no mínimo, 158,9 milhões e, no máximo, 238,4 milhões de novas ações ordinárias, ao preço de R$ 6,29 por papel.
A Light informou que o preço de emissão foi definido com base no preço médio ponderado por volume (VWAP) das ações negociadas na B3 nos 60 pregões anteriores a 23 de fevereiro de 2024, em linha com a Lei das Sociedades por Ações. A empresa destacou ainda que o valor foi aprovado no âmbito do plano de recuperação judicial e não representa diluição injustificada aos atuais acionistas.
De acordo com a Light, o aumento de capital poderá ser homologado parcialmente, desde que haja a subscrição da quantidade mínima de ações prevista na operação.
E afirmou ainda que os recursos captados serão destinados ao cumprimento das obrigações assumidas no plano de recuperação judicial.
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