A inflação da zona do euro registrou uma aceleração em abril. A taxa anual foi de 3,2% em abril de 2026, acima dos 2,8% de março. Um ano antes, a taxa era de 2,4%. Além da aceleração, a variação inflacionária ficou acima da meta estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE), que é de 2%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pela Eurostat, o escritório de estatísticas da União Europeia.
No entanto, o núcleo da inflação, que desconsidera as variações dos setores de energia e alimentação, registrou alta de 2,2%, na comparação anual. Em março deste ano, a inflação europeia havia sido de 2,3%.
Segundo os dados inflacionários, as menores taxas anuais foram registradas em países-membros na Suécia (0,5%), Dinamarca (1,2%) e Tchéquia (2,1%). As maiores taxas anuais foram observadas na Romênia (9,5%), Bulgária (6,0%) e Croácia (5,4%). Em comparação com março deste ano, a inflação anual caiu em cinco estados-membros, permaneceu estável em um e avançou em 21.
Em abril deste ano, os setores de serviços (alta de 1,38 ponto percentual), energia (elevação de 0,99 ponto percentual), alimentos, álcool e tabaco (variação positiva de 0,46 ponto percentual) e bens industriais não energéticos (+0,20 ponto percentual) contribuíram positivamente para a taxa anual de inflação da zona do euro.
Energia dispara com guerra
Devido à guerra no Irã e na Ucrânia, o setor de energia, que tem peso de 10% da taxa inflacionária da inflação da zona do euro, disparou em abril. No quarto mês do ano, a taxa chegou a 10,8% contra 5,1% em março – o primeiro mês após o começo do conflito. Em abril do ano passado, a inflação do setor energético havia sido de 3%.
Em fevereiro, a inflação de energia havia sido negativa em 3,1% contra variação negativa de 4% em janeiro deste ano.
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