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Pressão sobre Azzas 2154 aumenta; entenda a crise

Pressão sobre Azzas 2154 aumenta; entenda a crise

Apesar das especulações do mercado, a Azzas negou oficialmente qualquer ruptura formal entre os dois empresários

A pressão sobre Azzas 2154 (AZZA3) aumenta após o começo da disputa envolvendo os principais sócios Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Relatório do banco JP Morgan avalia que essa briga aumenta as incertezas sobre a execução da integração da companhia após a fusão.

Na visão da instituição, o principal temor do mercado não está relacionado a um eventual desmembramento da companhia, mas sim aos efeitos que os conflitos entre os sócios podem gerar sobre a execução da integração e a captura de sinergias previstas na fusão.

O JP Morgan destacou que a companhia ainda atravessa uma etapa considerada altamente dependente da integração operacional e cultural entre os negócios, o que pode atrasar a recuperação das margens e comprometer a tese original da combinação entre as empresas.

Entenda a briga na Azzas 2154

Nesta terça-feira (19), foi divulgado que Birman entrou com um pedido de arbitragem contra o sócio, em meio ao avanço das divergências envolvendo o futuro da companhia.

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O movimento ocorre após Birman perder um agravo relacionado a um recurso apresentado por Jatahy para barrar uma eventual cisão da marca Reserva. Apesar das especulações do mercado, a Azzas negou oficialmente qualquer ruptura formal entre os dois empresários.

Segundo informações do Valor Econômico, Birman alegou no pedido de arbitragem que Jatahy teria descumprido o acordo de acionistas firmado entre as partes. O empresário também solicita o reconhecimento de suposta conduta ilícita por parte do sócio.

A crise envolvendo a companhia, dona de diversas marcas do setor de vestuário, já se estende há cerca de uma semana. Desde então, investidores passaram a especular sobre uma possível separação dos negócios da empresa, hipótese que foi posteriormente negada pela companhia em documento encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As especulações ganharam força após a contratação do Itaú BBA para prestar serviços de assessoria financeira. Em comunicado, porém, a Azzas afirmou que o trabalho está relacionado à avaliação de alternativas estratégicas envolvendo a companhia, suas controladas ou ativos, e não especificamente a uma cisão societária.

O cenário elevou as preocupações do mercado em relação aos impactos das disputas entre os controladores sobre o processo de integração operacional e captura de sinergias da empresa, criada a partir da combinação de negócios entre os grupos.

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