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Ibovespa futuro sobe forte: petróleo recua, mas chips derrubam tecnologia

Ibovespa futuro sobe forte: petróleo recua, mas chips derrubam tecnologia

Minério de ferro fechou em queda de 0,2%, a US$ 109,51, limitando o desempenho do Ibovespa e pressionando o real nesta manhã

O Ibovespa futuro opera em forte alta de 1,3%, aos 179.010, com a trégua entre Estados Unidos e Irã mantendo o petróleo em queda nesta terça-feira (28). Os esforços diplomáticos reduzem parte da pressão sobre os rendimentos dos Treasuries. No entanto, o sinal para os mercados globais ainda é cauteloso.

A liquidação em ações de semicondutores e as preocupações com o ciclo de investimentos em inteligência artificial pesam sobre o setor de tecnologia, impedindo uma direção clara nos futuros em Nova York.

Os futuros de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones operam sem direção única, com tecnologia como principal vetor de pressão. As bolsas europeias sobem apoiadas por balanços corporativos positivos, enquanto a Ásia fechou majoritariamente em baixa. O dólar opera perto da estabilidade ante moedas fortes, e o petróleo recua ao redor de 2%.

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Brasil entre commodities e agenda local

No Brasil, o recuo do petróleo e do minério de ferro deve limitar o fôlego do Ibovespa e desfavorecer o real nesta manhã.

O contrato futuro de minério de ferro para setembro de 2026 na Dalian Commodity Exchange fechou em queda de 0,2%, cotado a US$ 109,51. Em contrapartida, a queda dos rendimentos dos Treasuries deve continuar favorecendo o alívio na curva de juros doméstica.

Na agenda local, os investidores acompanham a divulgação operacional da Petrobras (PETR4) e os desdobramentos do pedido de consultas do Brasil à Organização Mundial do Comércio contra as tarifas dos Estados Unidos. O IPCA-15 de julho também trouxe surpresa positiva: o índice registrou alta de apenas 0,06% no mês, bem abaixo da projeção de 0,24% da BGC Liquidez.

Para a equipe de análise da casa, “o IPCA-15 confirma o bom momento a despeito de passar por um período de guerra, sem nenhum efeito de segunda ordem relevante. Também vale a atenção para veículos, com nova deflação ajudando a queda de industriais.”

Índice testa novo fôlego

Do ponto de vista técnico, a Ágora Investimentos avalia que o Ibovespa reagiu após testar a região das médias curtas e segue com leitura construtiva no curto prazo. A resistência de 178.220 pontos permanece como principal referência para a continuidade da recuperação, enquanto a região de 172.900 pontos funciona como suporte imediato.

Enquanto sustentar a linha de tendência ascendente e, principalmente, o suporte dos 168 mil pontos, a estrutura positiva segue preservada.

Como recomendação do dia, a Ágora sugere compra de Auren Energia (AURE3) na faixa de R$ 11,39 a R$ 11,45, com primeiro objetivo em R$ 12,42 — ganho estimado entre 8,5% e 9,04% — e segundo objetivo em R$ 13,03, com potencial de valorização entre 13,83% e 14,4%. O stop de proteção fica em R$ 11,09, limitando a perda estimada entre 2,63% e 3,12%.

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