O lucro líquido da Vivo (VIVT3) avançou 17% no segundo trimestre do ano, ao atingir R$ 1,573 bilhão ante R$ 1,344 bilhão do mesmo período do ano anterior. O desempenho no primeiro semestre de 2026 foi semelhante, ao registrar uma variação positiva de 17,9%, chegando a R$ 2,8 bilhões contra R$ 2,4 bilhões dos seis primeiros meses de 2025.
A receita operacional líquida da operadora alcançou R$ 15,7 bilhões no período três meses encerrados em julho, tendo um aumento de 7%. No mesmo período de 2025, esse resultado foi de R$ 14,6 bilhões.
Já no acumulado do primeiro semestre, a receita operacional atingiu R$ 31,2 bilhões ante R$ 29 do primeiro semestre do ano passado, resultando em uma redução de R$ 7,5%.
O Ebitda da operadora somou R$ 6,58 bilhões entre abril e junho, alta de 10,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo a empresa, trata-se do melhor desempenho do indicador desde o terceiro trimestre de 2023. A margem Ebitda atingiu 41,8%, com expansão de 1,3 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Considerando o Ebitda após arrendamentos (Ebitda AL), o crescimento foi de 11,6% na mesma base de comparação, alcançando margem de 32,6%, avanço de 1,2 ponto percentual.
Fluxo de caixa e lucro avançam no trimestre
O fluxo de caixa operacional da Vivo atingiu R$ 3,99 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem operacional passou para 25,3%, aumento de 1,5 ponto percentual.
Já o lucro líquido somou R$ 1,57 bilhão, alta de 17% na comparação anual.
No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido alcançou R$ 2,83 bilhões, crescimento de 17,9% sobre os seis primeiros meses de 2025. De acordo com a companhia, esse foi o maior avanço anual registrado para um primeiro semestre nos últimos três anos.
Investimentos seguem em expansão
Os investimentos da Vivo totalizaram R$ 2,59 bilhões entre abril e junho, avanço de 6,1% na comparação anual.
Apesar do crescimento, o ritmo foi inferior ao observado no primeiro trimestre deste ano, quando os aportes haviam aumentado 9,6%. Os investimentos representaram 16,4% da receita líquida no período, ligeira redução de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2025.
Distribuição aos acionistas cresce mais de 30%
A Vivo também informou que elevou significativamente a remuneração aos acionistas em 2026.
Até julho, a companhia distribuiu R$ 6,99 bilhões aos investidores, valor 31,6% superior ao pago nos sete primeiros meses de 2025. O montante inclui R$ 2,99 bilhões em juros sobre capital próprio declarados no ano passado e R$ 4 bilhões referentes à redução de capital.
Além disso, a empresa já declarou R$ 2,22 bilhões em juros sobre capital próprio em 2026, crescimento de 34,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A operadora reafirmou seu compromisso de distribuir aos acionistas, no mínimo, 100% do lucro líquido apurado em 2026, mantendo a estratégia de retorno de capital aos investidores.






