As bolsas da Europa encerraram em alta, enquanto nos EUA o mercado é misto com os balanços.
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Mercado Europeu
O Parlamento Europeu sinalizou hoje que é favorável a adiar Brexit até 31 de janeiro. O presidente do Parlamento, David Sassoli, enviou mensagem ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, recomendando que aceite o adiamento.
Os líderes da assembleia afirmaram em nota, que só aprovarão o acordo do Brexit após a ratificação do acordo no Parlamento Britânico. Os 27 membros da União Europeia já se apresentaram favoráveis a um novo adiamento da separação, mas ainda discutem sua extensão. Segundo fontes, as conversas devem se estender pelo final de semana.
Já no Reino Unido, Johnson vai propor eleições gerais em 12 de dezembro. O premiê desistiu de obter apoio do Parlamento, e tentará convencer o Labour Party a concordar com eleições antecipadas. A UE decidirá amanhã (sexta) pela extensão do prazo para o Brexit.
Na Europa o dia também foi importante pelos dados econômicos divulgados e pelas decisões da política monetária anunciadas.
O PMI composto na Zona do Euro teve leitura de 50,2 em outubro, segundo o Markit. O número veio próximo, mas acima do esperado, que era de 50,1. O PMI composto da Alemanha teve leitura de 48,6 em outubro. O número veio pouco abaixo do esperado de 48,8.
No campo da política monetária, o Banco Central Europeu fixou a taxa básica de juros em 0,00%, conforme esperado. A Taxa de facilidade permanente de depósito foi fixada em -0,50%, também conforme esperado. E por fim, foi confirmado o início da recompra de títulos a partir de 1 de novembro.
O BCE anunciou também que, os juros devem permanecer nos níveis atuais, ou menores, até a inflação chegar perto da meta de 2,00% ou menos no longo prazo. Já Draghi, disse que governos na zona do euro com amplo espaço fiscal devem agir, mas não especifica como.
E por fim, um dado da Ásia, mas que também é lido por investidores de todo o mundo, a leitura preliminar do PMI composto do Japão de outubro, recuou para baixo de 50, a 49,8, contra 51,5 em setembro.
Alemanha | DAX [+0,58%]
Londres | FTSE 100 [+0,93%]
França | CAC 40 [+0,55%]
Zona do euro | Euro Stoxx 50 [+0,40%]
Itália | FTSE MIB [+0,79%]
EUR/USD [-0,18%] | € 1,1109
GPB/USD [-0,45%] | € 1,2858
Bolsas Norte-americanas
Nesta manhã circulou a notícia de que a China estaria disposta a comprar até US$20 bilhões de bens agrícolas americanos no primeiro ano de um possível acordo. Essa notícia serviu para dar um fôlego nos índices futuros.
Já do outro lado do planeta, Pence disse que os EUA está pronto para “futuro promissor” se China acabar com práticas desleais de comércio. Já em outro tema, mas também nos EUA, Trump atacou novamente o FED. Pelo Twitter, o presidente disse que o FED é “lento demais” em cortar juros, e que o banco será negligente se não baixá-los.
O calendário de dados econômicos foi forte hoje, com pedidos semanais de seguro-desemprego atingindo 212 mil, abaixo do esperado de 215 mil. Já os pedidos de bens duráveis caíram 1,1% em setembro, mais do esperado de -0,20%.
O PMI composto (indústria e serviços) subiu a 51,2 pontos, de 51 em outubro, frustrando a expectativa de alta a 51,6 pontos. As vendas de moradias novas nos EUA caíram mais que a previsão em outubro ante setembro. Recuo foi de 0,7%, para 706 mil unidades (previsão 709 mil).
As bolsas operam mistas e próximas da estabilidade, com exceção de Nasdaq, que ampliou ganhos durante o dia e se destaca.
Dow Jones 30 [-0,03%] | 26.824 pontos
S&P 500 [+0,16%] | 3.009 pontos
Nasdaq [+0,74%] | 8.179 pontos
VIX [-3,50%] | 13,52 pontos
Commodities
O petróleo, que iniciou o dia em movimento de correção dos ganhos, virou e encerrou em alta, sustentado principalmente por dados de diminuição do estoque nos EUA.
O minério futuro encerrou esta manhã em alta de 1%, com otimismo quanto a produção local de aço e a trégua comercial. O minério Qingdao fechou cotado a US$ 87,34 a tonelada, em alta de 0,18%.
A referência britânica de petróleo, o Brent para dezembro, encerrou em alta de 0,81%, a US$ 61,67. A referência norte-americana, o WTI para dezembro, avançou 0,46%, a US$ 56,23.
O ouro encerrou cotado no maior nível em uma semana. O movimento é atribuído a compras técnicas, motivadas pelo fato de as encomendas de bens duráveis em setembro terem caído mais do que o esperado. O metal fechou em alta de 0,60%, a US$ 1.504,70 a onça-troy.
A bolsa brasileira
Nos bastidores do STF, os ministros já avaliavam que o julgamento sobre 2.ª instância não acabaria hoje. E ao que tudo indica, não deve acabar, pois será suspenso próximo das 18 horas, sendo retomado apenas no dia 6 de novembro.
Até o momento, o placar está em 3 a 2 pela prisão em 2ª instância. O voto da ministra Weber era amplamente esperado, ela mudou o seu entendimento e votou a favor da prisão apenas com trânsito em julgado.
Divulgado nesta manhã, o saldo de conta corrente atingiu -US$ 3,5 bilhões em setembro, segundo o Banco Central. A expectativa era de +4 bilhões. O saldo de investimentos estrangeiro direto no Brasil atingiu US$ 6,31 bilhões em setembro, acima dos US$ 4,2 bilhões esperados.
No cenário político, ganhou destaque uma reportagem que transcreve aúdio, mostrando que mesmo após escândalo, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, indica caminho para nomeações políticas em gabinetes.
O Ibovespa opera em baixa, após 3 altas seguidas. No momento o índice perde 0,45%, com 107.054 pontos, tendo como máxima 107.744 pontos, e mínima 106.592 pontos. O volume financeiro desta sessão até o momento está somando R$ 16,93 bilhões.
O dólar segue tendência contrária, com o movimento da moeda no exterior. O real teve bom desempenho contra a moeda norte-americana durante boa parte do dia, mas virou, e agora perde. O dólar opera em alta de 0,26%, cotado a R$ 4,046. Na mínima, marcou R$ 4,001 e na máxima R$ 4,047.
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