A Guararapes (RIAA3), dona da rede Riachuelo, informou ao mercado que está avaliando a realização de uma oferta pública subsequente primária de ações ordinárias, com valor estimado inicial de aproximadamente R$ 400 milhões, segundo fato relevante divulgado na segunda-feira (23).
De acordo com a companhia, a potencial oferta seria realizada no Brasil, destinada exclusivamente a investidores profissionais, com esforços de colocação no exterior, ainda sem decisão definitiva sobre sua efetivação.
“A companhia vem avaliando a possibilidade de realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias de emissão da Companhia, com valor estimado de, inicialmente, R$ 400 milhões, a ser realizada no Brasil e destinada exclusivamente a investidores profissionais”, informou a empresa, em fato relevante.
A operação, caso concretizada, contará com direito de prioridade para os atuais acionistas na subscrição das novas ações, cujo procedimento específico ainda será detalhado em comunicações futuras ao mercado.
Recursos serão destinados à expansão operacional
Segundo a Guararapes, os recursos da eventual captação deverão ser direcionados a iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, com foco na aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e indústria, além da expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro.
“Os recursos da Potencial Oferta serão destinados a iniciativas de expansão e fortalecimento operacional da companhia, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e indústria, expansão das operações da Midway Financeira, e reforço do capital de giro”, destacou a companhia.
Para a estruturação da potencial oferta, a empresa engajou Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI e UBS BB como assessores financeiros, que atuarão nos trabalhos preparatórios para definição da viabilidade e dos termos da operação.
Leia também:
Assembleia pode ampliar capital autorizado
Paralelamente, o conselho de administração deliberou pela convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para 17 de março, que deverá apreciar, entre outros pontos, a proposta de alteração do estatuto social para aumento do limite de capital autorizado.
De acordo com a companhia, a medida busca conferir maior agilidade e eficiência a eventuais processos futuros de aumento de capital, incluindo a possível oferta de ações.
A empresa ressaltou ainda que, até o momento, não há decisão definitiva sobre a realização da operação, que permanece condicionada a fatores como condições de mercado, interesse de investidores, aprovações societárias e cenário macroeconômico.
“A efetiva implementação da Potencial Oferta e a definição de seus termos e condições permanece sujeita, entre outros fatores, às condições do mercado financeiro e/ou de capitais brasileiro e internacional, à obtenção das aprovações necessárias e ao interesse de investidores”, informou a companhia.
Segundo o comunicado, caso venha a ser efetivada, a operação não deve resultar em alteração do controle acionário da companhia.






