O Safra promoveu uma rotação setorial em sua carteira recomendada para maio, substituindo a Telefônica Brasil (VIVT3) pela Equatorial (EQTL3).
A mudança foi anunciada pelos analistas Cauê Pinheiro, Yves Adam e Luana Nunes, que identificam sinais de acirramento competitivo no setor de telecomunicações ao mesmo tempo em que enxergam uma oportunidade de entrada nas ações da distribuidora de energia elétrica.
Vivo
A saída da Telefônica Brasil não representa uma mudança de visão sobre a qualidade da empresa.
“Embora continuemos a gostar do setor de telecomunicações, os resultados dos últimos anos foram impulsionados por maior racionalidade competitiva, permitindo aumentos reais de preços que sustentaram a expansão de margens, crescimento de lucros e dividendos mais elevados ao longo do tempo”, explicam os analistas.
O problema, segundo eles, é que esse ciclo favorável pode estar chegando ao fim.
“Indicações recentes de aumento da concorrência nos levaram a optar pela retirada do setor do portfólio neste momento, após uma reprecificação significativa ao longo dos últimos anos”, afirmam Pinheiro, Adam e Nunes.
Entrada da Equatorial
No lugar da operadora de telefonia, entra a Equatorial, que os analistas descrevem como uma oportunidade rara de comprar uma empresa de qualidade comprovada com desconto.
“A Equatorial tem um excelente histórico de alocação de capital, culminando na aquisição de participação de controle na Sabesp”, destacam os analistas.
Apesar desse histórico, as ações da companhia acumulam desempenho inferior tanto ao setor de utilities quanto ao da sua própria subsidiária — o que, na visão do Safra, configura uma distorção a ser explorada.
“As ações da Equatorial tiveram desempenho inferior tanto ao setor quanto à sua própria subsidiária, criando o que vemos como uma oportunidade de compra”, reforçam Pinheiro, Adam e Nunes.
Do ponto de vista de valuation, a atratividade fica ainda mais evidente. A Equatorial, que historicamente negociou com prêmio em relação ao setor, hoje apresenta uma TIR real estimada de 10% ao ano — acima da média do segmento.
“A empresa, que historicamente negociou com prêmio em relação ao setor, atualmente negocia a uma TIR real de 10% ao ano, acima da média do setor”, concluem os analistas.
A prévia operacional divulgada recentemente pela companhia também reforça o otimismo, com números mais fortes na distribuição de energia elétrica.
Com a inclusão da Equatorial, o Safra aposta em uma empresa com fundamentos sólidos, valuation atrativo e catalisadores de curto prazo para recuperar o desempenho perdido.
Demais ações
O portfólio do Safra ainda conta com os papéis da Multiplan (MULT3), Motiva (MOTV3), Direcional (DIRR3), Bradesco (BBDC4), Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4), Copel (CPLE3), Vale (VALE3) e RD Saúde (RADL3).
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