As ações do setor de moda no Brasil estão baratas, avalia o BTG Pactual em um extenso relatório enviado a clientes. A recente onda de vendas das ações tornou as avaliações de todo o segmento da moda baixas, avaliam os analistas.
Em média, o segmento é negociado a 8 vezes o múltiplo de preço sobre o lucro esperado em 2026 (P/L), já incorporando tendências de curto prazo mais pessimistas para o consumo no Brasil, principalmente no primeiro semestre de 2026.
O BTG, contudo, prefere as empresas mais expostas a famílias de renda mais alta, que devem apresentar desempenho superior nos próximos trimestres, justificando a preferência por Vivara (9 vezes o P/L 2026) e Track&Field (12 vezes P/L 2026).
“Embora observemos uma tendência de desaceleração para as empresas de consumo discricionário mais expostos a famílias de renda mais alta em comparação com os picos da pandemia (tendência da qual o Brasil não está imune), eles ainda devem apresentar resultados resilientes em 2026 (desfrutando de maior poder de precificação e menos dependentes de concessões de crédito)”, apontam os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Pedro Lima.
As recomendações para o setor são as seguintes:
Vivara (VIVA3): Compra e preço-alvo cortado de R$ 38 para R$ 36
Renner (LREN3): Compra e preço-alvo cortado de R$ 22 para R$ 20
C&A (CEAB3): Compra e preço-alvo cortado de R$ 23 para R$ 19
Riachuelo (GUAR4): Compra e preço-alvo elevado de R$ 13 para R$ 14
Track & Field (TFCO3): Compra e preço-alvo elevado de R$ 18 para R$ 19
SBF (SBFG3): Compra e preço-alvo inalterado em R$ 16
Vulcabras (VULC3): Compra e preço-alvo elevado de R$ 20 para R$ 21
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