A Moody’s Local Brasil reafirmou o rating da Vivo (VIVT3) em nível máximo na escala nacional, ao manter a nota AAA.br para a Telefônica Brasil, controladora da marca de celular. A agência também confirmou a classificação AAA.br da 7ª emissão de debêntures da companhia, sem garantia real.
A decisão reflete a posição da empresa como a maior operadora integrada de telecomunicações do país em receita, além do forte reconhecimento de marca e da ampla presença nacional. A companhia se destaca ainda pela diversificação de serviços, base de clientes robusta e histórico financeiro conservador, com elevada flexibilidade e sólida liquidez, mesmo diante de altos investimentos e distribuição relevante de dividendos.
De acordo com a Moody’s, a Telefônica Brasil manteve métricas de crédito consistentes ao longo de 2025. A alavancagem bruta ajustada (dívida bruta/Ebitda) permaneceu em 0,8x, praticamente estável na comparação anual, enquanto a cobertura de juros (Ebit/despesas financeiras) foi de 3,4x. Em uma análise alternativa, a cobertura sobe para 4,0x e a alavancagem ajustada atinge 1,6x.
Para os próximos 12 a 18 meses, a expectativa é de estabilidade na alavancagem, com possível melhora à medida que se aproxima a liquidação da segunda série da 7ª emissão de debêntures, prevista para julho de 2027. A agência também projeta evolução positiva na cobertura de juros.
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Liquidez robusta
A companhia encerrou 2025 com posição de caixa, equivalentes e aplicações financeiras de R$ 7,1 bilhões, superior à dívida de curto prazo ajustada de R$ 5,2 bilhões. Mesmo considerando o pagamento de obrigações no curto prazo e a continuidade da remuneração aos acionistas, a empresa deve manter liquidez confortável, sustentada por forte geração de caixa operacional.
A dívida bruta total ajustada somava R$ 20,6 bilhões ao fim de 2025, composta majoritariamente por arrendamentos (75%), além de debêntures (15%), licenças 5G (5%) e outros passivos (5%). Cerca de 99% da dívida está denominada em moeda local, com a exposição cambial integralmente protegida.
Emissão de debêntures
A reafirmação do rating também se estende à segunda série da 7ª emissão de debêntures da companhia, concluída em julho de 2022. Os títulos têm vencimento em julho de 2027, com pagamento do principal em parcela única e juros semestrais, remunerados pela taxa DI acrescida de 1,35% ao ano.
A manutenção do rating da Vivo no mais alto nível da escala nacional reforça a percepção de baixo risco de crédito da companhia e sua capacidade de honrar compromissos financeiros, mesmo em um ambiente de elevados investimentos no setor de telecomunicações.






