Home
Notícias
Ações
GPS (GGPS3) deve crescer, mas margem segue pressionada

GPS (GGPS3) deve crescer, mas margem segue pressionada

Bradesco BBI projeta receita 7% maior no 2T26, corta preço-alvo para R$ 20, mas mantém recomendação de compra para as ações da companhia

O Grupo GPS (GGPS3) deve registrar crescimento anual de 7% na receita líquida e de 11% no Ebitda ajustado no segundo trimestre de 2026, segundo prévia do Bradesco BBI.

Mesmo com a expansão, o banco espera números abaixo das projeções do mercado. O Ebitda ajustado deverá ficar 3% aquém do consenso, repetindo uma dinâmica semelhante à observada no primeiro trimestre.

“Esperamos mais um trimestre de crescimento orgânico e margens contidas”, resumem os analistas André Ferreira e J. Ricardo Rosalen.

A projeção de crescimento da receita indica que os novos contratos continuam sustentando a expansão orgânica do Grupo GPS. O avanço esperado do Ebitda supera o aumento do faturamento, mas ainda não deverá ser suficiente para alcançar as estimativas do mercado.

Segundo o Bradesco BBI, os custos relacionados à aceleração de novos contratos devem continuar pressionando a margem Ebitda durante o trimestre.

Publicidade
Publicidade

A inflação dos alimentos no segmento de alimentação e o aumento das provisões trabalhistas também deverão limitar a rentabilidade. Dessa forma, o crescimento dos negócios ainda será acompanhado por margens contidas no curto prazo.

BBI corta preço-alvo

Além da prévia para o 2T26, o Bradesco BBI atualizou seu modelo para incorporar novas premissas macroeconômicas, incluindo uma taxa Selic mais elevada.

O banco também reduziu suas estimativas de crescimento inorgânico para 2027. Com as revisões, o preço-alvo das ações do Grupo GPS para o fim de 2026 caiu de R$ 22 para R$ 20.

O corte, contudo, não alterou a recomendação de compra. Para o BBI, a tese permanece sustentada pelo valuation considerado atrativo, equivalente a oito vezes o lucro projetado para 2027, pela retomada das fusões e aquisições e pelos efeitos favoráveis de longo prazo da reforma tributária.

Mesmo diante das pressões sobre as margens e da redução do preço-alvo, “mantemos a recomendação de compra para as ações”, afirmam Ferreira e Rosalen.

Leia também: