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Forbes lista os 10 melhores CEOs do ano; confira a lista completa

Forbes lista os 10 melhores CEOs do ano; confira a lista completa

Conheça os 10 melhores CEOs e as trajetórias, decisões e aprendizados que os levaram ao topo das maiores empresas do Brasil

O que é preciso para se tornar CEO? O cargo de maior prestígio no mundo corporativo não tem uma fórmula pronta para ser alcançado. Cada executivo constrói sua própria trajetória, marcada por diferentes experiências e caminhos até a liderança.

De trainees, vendedores e tenentes ao comando de grandes empresas no Brasil, conheça a trajetória dos 10 melhores CEOs de 2026, segundo a Forbes Brasil.

Jerome Cadier, Latam Airlines Brasil

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Jerome Cadier, CEO da Latam AirLines Brasil, começou sua carreira no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR). Na época, sua mãe ficou apreensiva com a nova rotina rígida do filho caçula, que ela considerava frágil demais e acostumado a uma “vida boa de classe média”.

Mas o caçula não só se adaptou como também aprendeu a disciplina militar. Fez amigos, comeu ração militar, aprendeu a atirar e estudou estratégia de guerra. Ao final, Cadier tinha tomado gosto pela carreira militar e permaneceu mais dois meses como tenente em um Regimento de Cavalaria no interior de São Paulo.

Até hoje, a experiência no Exército segue sendo uma das principais bases para seu estilo de liderança na Latam.

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Andrea Sambati, Boehringer Ingelheim Brasil

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Aos 25 anos Andrea Sambati já era gerente de uma empresa de autopeças, liderando uma equipe de 30 funcionários. Mas, a paulistana queria mais e foi na indústria farmacêutica que ela encontrou seu caminho. Entrou no laboratório MSD (Merck Sharp & Dohme) e depois na Roche, onde a executiva liderou uma unidade de negócio na oncologia da Roche.

Após liderar a unidade de oncologia, foi convidada pela Boehringer Ingelheim, companhia farmacêutica alemã, para criar a área do zero e, menos de um ano depois, assumiu uma posição global na Alemanha. Em 2023, após 17 anos fora do Brasil, ela voltou para liderar a operação local da farmacêutica.

Daniela Gontijo, Louis Vuitton South America

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Gerir pessoas já fazia parte do repertório de Daniela Gontijo, filha do meio de cinco irmãos, que aos 14 anos já era atleta federada de vôlei, e foi no esporte que ela aprendeu a ter disciplina e ambição. Essa ambição a fez sair de vendedora de loja a CEO da operação sul-americana da Louis Vuitton, a maior casa de luxo do mundo em faturamento.

O esporte deixou de ser um caminho viável para Gontijo após o divórcio dos seus pais, foi então que ela começou a trabalhar como vendedora na Ellus no Shopping Eldorado, em São Paulo.

Francisco Gomes Neto, Embraer

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Apesar de ser engenheiro de profissão, Francisco Gomes Neto encontrou seu talento na liderança. Ao longo da carreira, passou de funções técnicas para cargos de liderança, onde consolidou sua carreira.

O CEO da Embraer relembra a principal inspiração por trás de seu estilo de liderança: a sua base familiar, que lhe ensinou o valor do trabalho, da simplicidade e do respeito. Com base nesses três pilares, Gomes Neto lidera uma das líderes mundiais da indústria aeroespacial.

Para o executivo, focar no essencial, fazer o básico muito bem-feito, eliminar excesso e dar clareza às prioridades são os elementos principais para a sua liderança.

Juliana Sztrajtman, Amazon Brasil

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Quando Juliana Sztrajtman entrou na Amazon, em 2017, a empresa era apenas uma startup que vendia, em sua maioria, livros no Brasil.

Com mais de 13 anos de experiência em marketing e vendas na Johnson & Johnson, a executiva chegou para lançar a operação de varejo no país, que na época tinha apenas um centro de distribuição, liderando a área de bens de consumo. Hoje, a operação tem 19 centros de distribuição e 300 polos logísticos, gerando cerca de 55 mil empregos.

Marcelo Melchior, Nestlé Brasil

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Para Marcelo Melchior, a liderança é, integralmente, exercida pelo exemplo. Entrou na Nestlé Brasil como trainee de vendas há 38 anos, e desde 2018 é o CEO da multinacional suíça, sendo responsável por comandar o terceiro maior mercado do grupo e chefiando mais de 30 mil pessoas – contando empregos diretos e indiretos.

Melchior acredita na autonomia da equipe, criando condições para tomarem decisões e assumirem a responsabilidade por elas. Um dos maiores desafios para o CEO foi a greve dos caminhoneiros em 2018, apenas dois meses depois de ele assumir o cargo, que ameaçou a distribuição dos produtos. Para amenizar a situação, a equipe colocou veículos menores nas ruas e adotou soluções específicas para cada localidade.

Milena Leal, Google Cloud Brasil

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Milena Leal tinha apenas 14 anos quando começou a trabalhar em um call center de uma empresa de tecnologia para ajudar a mãe a pagar o aluguel. Quase três décadas depois e com experiências em grandes companhias do setor de tecnologia, como a HP e a Oracle, na bagagem, Leal assumiu a liderança do Google Cloud no Brasil.

Formada em direito e sem MBA fora do país, a executiva se considera o contrário do que se imaginaria para uma presidente de uma empresa do porte do Google. No cargo desde janeiro, ela carrega consigo três prioridades: motivar o time, otimizar processos internos e trabalhar com parceiros para acelerar a capacitação em tecnologia no país.

Apesar da empresa não liberar resultados locais, Leal afirma que a operação brasileira vem crescendo e ganhando reconhecimento global.

Paula Harraca, Ânima Educação

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Paula Harraca prefere não se autodenominar como CEO da Ânima Educação, ela prefere dizer que “está CEO”, pois não acredita que um cargo possa definir quem é. Natural de Rosário, na Argentina, Harraca cresceu em um lar imerso no universo da educação, muito por influência de sua mãe, que foi professora universitária durante 50 anos.

Harraca estudou ciências empresariais, e aos 22 entrou na ArcelorMittal, onde liderou uma operação dominada por homens e chegou ao C-level, com passagens por seis países. Ao chegar na Ânima, se tornou a primeira mulher e a primeira executiva de fora do grupo de sócios-fundadores a assumir a presidência.

Rafael Sales, Allos

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Rafael Sales assumiu o cargo de CEO da Allos, conglomerado que administra diversos shoppings por São Paulo, e oito meses depois, sofreu um acidente e acabou fraturando o pescoço. O episódio deixou marcas profundas em Sales, desde então ele não consegue mais digitar no computador.

A experiência traumática também mudou sua visão sobre a liderança. Em meio à recuperação, Sales não se questionava apenas se conseguiria continuar sendo CEO, mas como ele seria como pessoa.

Sidney Klajner, Einstein Hospital Israelita

Imagem: Instagram (@forbesbr)

Sidney Klajner se divide entre o terno e o jaleco. O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein se formou em medicina na USP e começou a trabalhar no hospital em 1993, como cirurgião do aparelho digestivo, que continua sendo sua especialidade até hoje.

Em 2010, se tornou vice-presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, que administra os hospitais da zona sul da capital paulista, e em 2016, se tornou presidente. Apesar do alto cargo executivo, o papel de Sidney é puramente voluntário e filantrópico, e sua remuneração vem unicamente da prática médica.

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