A XP Investimentos iniciou nesta a cobertura das ações do Grupo GPS (GGPS3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19,50 para o final de 2026, representando potencial de valorização de 45% frente aos preços atuais.
O relatório, assinado pelos analistas Pedro Bruno, Ruan Argenton e João Ramiro, posiciona a GPS como uma das melhores oportunidades de risco-retorno no setor de serviços, num momento em que as ações acumulam queda de 17% no ano — enquanto o Ibovespa sobe cerca de 10% no mesmo período.
Para os analistas, a performance recente é injustificada.
“Vemos a GPS como uma líder de mercado de alta qualidade, com um conjunto único de atributos que sustentam crescimento contínuo e rentável. Consideramos a recente performance fraca injustificada, dado que a empresa negocia a 10,4x P/L forward de um ano, frente a 16,9x do nosso índice de pares globais e 13,7x da média histórica”, afirmam Pedro Bruno, Ruan Argenton e João Ramiro.
O desconto é amplamente atribuído às preocupações do mercado com a “digestão” da aquisição da GRSA, que pressiona crescimento e margens no curto prazo — mas que a XP considera transitória.
Mercado pouco explorado e plataforma sem igual
A tese se apoia em um mercado de terceirização ainda subpenetrado no Brasil, com espaço para expansão tanto em tamanho quanto em novos clientes.
“A GPS é a maior, mais diversificada e líder provedora de serviços integrados no Brasil, com forte presença geográfica em todo o país e mais de 180 mil colaboradores”, destacam os analistas.
A plataforma da companhia permite ganhos de escala relevantes frente aos concorrentes, criando uma barreira de entrada difícil de replicar. A XP projeta crescimento de lucro por ação de 18% ao ano entre 2025 e 2028.
Cultura de dono como principal vantagem competitiva
Um dos pilares mais diferenciados da tese é a cultura organizacional da GPS.
“A empresa desenvolveu uma cultura de ownership em todos os níveis de gestão. Gestores de contratos recebem bônus atrelados à performance de contratos rentáveis, enquanto a alta administração é retida via planos de stock options. Vemos esse fator como a principal vantagem competitiva da companhia”, ressaltam Pedro Bruno, Ruan Argenton e João Ramiro.
Esse modelo explica, em parte, o histórico de 56 aquisições integradas com sucesso, mantendo crescimento orgânico próximo a dois dígitos ao longo dos ciclos.
Os analistas ainda destacam que o preço-alvo de R$ 19,50 é considerado conservador, pois embora assuma 75% das contingências trabalhistas como dívida e projete apenas 3,5 anos de fluxo de M&A futuro, ainda assim entrega potencial de alta de 20% mesmo excluindo esse componente inorgânico.






