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Bitcoin chegou a cair mais de 50% em um ano, mas isso não é uma notícia ruim para a Binance; entenda

Bitcoin chegou a cair mais de 50% em um ano, mas isso não é uma notícia ruim para a Binance; entenda

Volatilidade anualizada recuou para 47%, menor nível entre quatro ciclos analisados; recuperação desde julho ainda não confirma que o fundo ficou para trás

O Bitcoin perdeu 54,2% de seu valor entre a máxima histórica de US$ 126,2 mil, registrada em outubro de 2025, e a mínima de US$ 57,8 mil alcançada em julho deste ano. Apesar do tombo, a Binance Research identifica um sinal positivo no movimento, com a criptomoeda atravessando seu ciclo menos volátil desde 2013.

A volatilidade anualizada do Bitcoin caiu para 47% no ciclo atual, ante 67% entre 2018 e 2022, 87% entre 2015 e 2018 e 99% de 2013 a 2015. Em outras palavras, a cotação continua sujeita a quedas expressivas, mas oscila com intensidade cada vez menor.

Os três mercados de baixa anteriores registraram perdas de 86,9%, 84,1% e 77,6%. Embora os percentuais estejam diminuindo, a Binance Research avalia que isso não significa necessariamente que os ciclos estejam menos severos. Parte da diferença decorre justamente da redução da volatilidade.

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Bitcoin está caindo menos ou apenas oscilando menos?

Quando as perdas são ajustadas à volatilidade de cada período, os quatro ciclos apresentam magnitudes semelhantes. A retração atual equivale a 1,94 desvio-padrão, ante 1,93, 2,11 e 2,20 desvios-padrão nos três mercados de baixa anteriores.

“A principal mudança estrutural a ser observada é a menor volatilidade do Bitcoin, e não necessariamente um piso de preço mais elevado. A queda atual de 54,2%, em um mercado com volatilidade anualizada de 47%, representa um movimento de magnitude semelhante, nessa métrica, a uma queda de 80,8% em um cenário de volatilidade de 99%, como o observado no ciclo de 2013 a 2015”, afirma o estudo.

A leitura positiva, portanto, não está na queda em si, mas na redução estrutural das oscilações. Ao mesmo tempo, a comparação mostra que o mercado de baixa atual permanece tão relevante quanto os anteriores quando o comportamento do preço é colocado na mesma base.

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Alta de 46,9% ainda não confirma fundo do Bitcoin

Após tocar os US$ 57,8 mil, o Bitcoin fechou o dia 1º de outubro em US$ 84,88 mil, uma recuperação de 46,9%. Apesar da alta, a Binance Research afirma que o tamanho do movimento não permite concluir, isoladamente, que a mínima do ciclo ficou para trás.

“A Binance Research identificou sete episódios entre 2011 e 2023 em que o Bitcoin subiu pelo menos 40% desde a mínima do ciclo enquanto permanecia ao menos 25% abaixo da máxima histórica. Nos dois casos em que essa recuperação ocorreu após quedas mais profundas, de 75,5% e 67,1%, o movimento se sustentou e levou a novas máximas. Já entre os cinco casos em que a recuperação começou após quedas mais brandas, de 30% a 38%, quatro registraram uma nova queda abaixo da mínima anterior”, aponta a análise.

No ciclo atual, o Bitcoin entrou nesse critério em 3 de setembro, quando ainda estava 35,6% abaixo do recorde. Esse percentual coloca o movimento entre as recuperações iniciadas após quedas mais moderadas, mas a Binance Research ressalta que a amostra histórica é pequena e não deve ser interpretada como previsão.

Outubro deverá funcionar como o próximo teste. Desde 2013, o mês apresenta retorno mediano de 12,7%, o melhor do calendário para o Bitcoin. Para a Binance Research, um desempenho consistente aumentaria as evidências favoráveis à recuperação, enquanto um mês fraco colocaria sua continuidade em dúvida.