A GPS (GGPS3) anunciou a compra de 65% do Grupo Aster, empresa com receita bruta de R$ 154 milhões nos doze meses encerrados em maio de 2026, que atua em segurança privada e serviços de facilities com forte presença em São Paulo. É a terceira aquisição da companhia em dois meses — e a XP Investimentos reiterou recomendação de compra para o papel.
“A operação reforça que o pipeline de M&A da companhia continua se convertendo em negócios efetivamente concluídos, ajudando a reduzir as preocupações do mercado em relação ao ritmo mais lento de aquisições observado no início do ano”, avaliaram os analistas Pedro Bruno, Ruan Argenton e João Ramiro, da XP.
A transação foi realizada por meio da subsidiária Graber Segurança, e os termos financeiros não foram divulgados. O fechamento ainda depende de aprovação do Cade e da Polícia Federal.
Terceira aquisição em dois meses dissipa dúvidas do mercado
Após as compras do Grupo SEI e da Uniflex, o Grupo Aster chega como mais uma peça no movimento de consolidação da GPS — e num momento em que investidores começavam a questionar o ritmo de dealmaking da companhia.
“Acreditamos que o ativo apresenta forte aderência à estratégia de aquisições da GPS, considerando seu porte, sua atuação em segmentos nos quais a GPS possui ampla expertise operacional e sua forte presença em São Paulo, um dos mercados mais relevantes do país para serviços terceirizados”, explicaram Bruno, Argenton e Ramiro.
Seletividade, não lentidão
O que o mercado lia como freio no ritmo de aquisições, a XP lê como disciplina.
“Acreditamos que o anúncio fornece evidências adicionais de que a GPS continua identificando oportunidades atrativas mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador”, afirmam os analistas.
A postura mais seletiva da gestão — priorizando alinhamento estratégico e controle na alocação de capital em vez de volume — é vista pela corretora como a abordagem correta para o cenário atual.
A GPS não divulgou o múltiplo pago pelo Aster, mas a transação segue o perfil histórico de alvos da empresa: porte médio, operação concentrada em segmentos de alta recorrência e presença geográfica complementar.
“Seguimos avaliando como adequada a postura mais seletiva da administração, priorizando alinhamento estratégico e disciplina na alocação de capital em detrimento do volume de aquisições”, concluíram Pedro Bruno, Ruan Argenton e João Ramiro, que mantêm a recomendação de compra para a GPS.






