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Copel mantém perspectivas favoráveis para crescimento

Copel mantém perspectivas favoráveis para crescimento

Ao mesmo tempo, a empresa avançou na simplificação de seu portfólio de ativos e promoveu ajustes pontuais em sua política de estrutura de capital

O aumento do consumo de energia entre clientes residenciais e comerciais impulsionou o desempenho operacional da Copel (CPLE6) no segundo trimestre de 2026, reforçando as expectativas de continuidade do crescimento da companhia. Ao mesmo tempo, a empresa avançou na simplificação de seu portfólio de ativos e promoveu ajustes pontuais em sua política de estrutura de capital, sem alterar a estratégia de longo prazo.

Em relatório divulgado após os anúncios da companhia, a Ativa Investimentos reiterou a recomendação de compra para as ações da Copel e avaliou que as medidas anunciadas não modificam os fundamentos da tese de investimento.

No período, o mercado faturado da distribuidora Copel DIS cresceu 7,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e acumulou expansão de 4,6% no ano. O desempenho foi puxado principalmente pelo consumo residencial, que avançou 13,7%, e pelo segmento comercial, com alta de 10,4%, refletindo a maior atividade econômica na área de concessão, a expansão da base de consumidores e temperaturas mais elevadas em comparação ao segundo trimestre de 2025.

Consumo industrial da Copel

O consumo industrial apresentou crescimento mais moderado, de 2,5%. Já o principal fator de pressão continua sendo a expansão da geração distribuída, cuja energia compensada aumentou 37,4% na comparação anual e 36,1% no acumulado do ano.

Na avaliação da Ativa, os números operacionais foram “marginalmente positivos”, sobretudo pela aceleração dos volumes distribuídos. O foco agora passa a ser a divulgação dos resultados financeiros, que deverão mostrar em que medida o avanço operacional será convertido em maiores margens e geração de caixa.

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Outro destaque foi a venda da participação de 23,03% da Copel na Dona Francisca Energética S.A. (DFESA) para a Gerdau. A DFESA é acionista do consórcio responsável pela Usina Hidrelétrica Dona Francisca, no Rio Grande do Sul.

Embora a participação represente cerca de 0,1% do valor de mercado da Copel, a corretora considera a operação positiva por contribuir para a simplificação da estrutura societária da empresa, reduzindo investimentos em ativos sem controle ou sinergias relevantes e concentrando capital em negócios considerados estratégicos.

A companhia também atualizou sua política de estrutura ótima de capital e de distribuição de dividendos. A remuneração aos acionistas permanece inalterada, com pagamento mínimo equivalente a 75% do lucro líquido e distribuição de dividendos pelo menos duas vezes ao ano.

Na estrutura de capital, a principal mudança foi a elevação da alavancagem considerada ideal, de 2,8 para 2,9 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA, além do ajuste da faixa de tolerância para entre 2,6 e 3,2 vezes. Para a Ativa, essas alterações têm impacto limitado.

A mudança considerada mais relevante foi a ampliação do prazo para que a companhia retorne ao centro da faixa de alavancagem, que passou de 24 para 48 meses. Segundo a corretora, a medida aumenta a flexibilidade financeira da empresa para aproveitar oportunidades de investimento, embora reduza parcialmente a rigidez da disciplina financeira.

Ainda assim, a avaliação é de que a alteração não representa um sinal de preocupação, já que a Copel encerra o período com alavancagem de 2,8 vezes, dentro da faixa estabelecida. Para a Ativa, o sucesso da mudança dependerá da capacidade da administração de utilizar essa maior flexibilidade para gerar valor aos acionistas, algo que a equipe de gestão tem demonstrado nos últimos anos.

A corretora destaca ainda que a tese de investimento continua apoiada em importantes vetores de crescimento, como os efeitos da recente revisão tarifária da distribuidora, o reconhecimento dos investimentos realizados nos últimos anos, a entrada de novas receitas provenientes dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e oportunidades de expansão tanto orgânica quanto por aquisições.

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