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Copel ganha fôlego para pagar dividendos com nova política

Copel ganha fôlego para pagar dividendos com nova política

Folga maior permite sustentar os proventos enquanto a companhia banca as expansões das hidrelétricas Segredo e Foz do Areia, diz o banco

A Copel (CPLE6) atualizou sua política de dividendos e, na leitura do BTG Pactual, a mudança que importa não está na meta de alavancagem — que subiu marginalmente de 2,8 para 2,9 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, com a banda de tolerância deslocada para o intervalo de 2,6 a 3,2 vezes.

A novidade relevante está no tempo: a companhia passa a ter até 48 meses, contados de dezembro de 2026, para retornar à alavancagem-alvo, ante 24 meses na regra anterior.

Na prática, o prazo se estende até dezembro de 2030, poucos meses depois de agosto de 2030, quando devem entrar em operação as expansões das hidrelétricas Segredo e Foz do Areia, conquistadas pela elétrica no recente leilão de capacidade.

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“O prazo estendido oferece à Copel maior flexibilidade para manter o pagamento de dividendos enquanto executa o capex dos projetos conquistados no leilão”, escreveram os analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz.

Retorno de até 7,5% pela frente

O momento também joga a favor do acionista por outro caminho, na visão do banco.

“A distribuidora da Copel recebeu recentemente a aprovação de uma revisão tarifária muito favorável, que já está refletida em nossas estimativas”, apontaram os analistas do BTG.

Com tudo na conta, o banco enxerga a ação negociando a uma taxa interna de retorno real de 10,5% e projeta dividendos de R$ 3,4 bilhões em 2026 e de R$ 3,1 bilhões em 2027 — o equivalente a yields de 7,5% e 6,9%, respectivamente.

“Sob nossas estimativas, a Copel encerra 2027 com alavancagem de 3,0 vezes, permanecendo consistente com a política de dividendos atualizada, dado o prazo mais longo de desalavancagem”, concluíram Junqueira, Gushiken e Schutz.