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Copel tem geração de valor em potencial após revisão tarifária

Copel tem geração de valor em potencial após revisão tarifária

A Aneel aprovou uma elevação tarifária média de 20,51% para a Copel Distribuição, com vigência a partir de 24 de junho

A Copel (CPLE6) recebeu uma avaliação positiva do Banco Safra após a conclusão da revisão tarifária de sua distribuidora pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na visão dos analistas, o resultado final do processo foi sólido e reforça as perspectivas favoráveis para a companhia no segundo semestre de 2026.

Segundo relatório divulgado pelo banco, a revisão tarifária apresentou poucas alterações em relação à proposta preliminar divulgada em abril, mantendo a percepção positiva sobre a empresa. O Safra destaca que o evento cria valor adicional para a Copel e se soma a outros potenciais vetores de crescimento, como os leilões de reserva de capacidade e o desenvolvimento de ativos de transmissão.

Diante desse cenário, o banco manteve recomendação de desempenho acima da média do mercado (“Outperform”) para as ações da companhia.

A Aneel aprovou uma elevação tarifária média de 20,51% para a Copel Distribuição, com vigência a partir de 24 de junho. Entre os principais números da revisão, a Base de Remuneração Regulatória Líquida (RAB) foi fixada em R$ 19,9 bilhões, valor ligeiramente superior aos R$ 19,7 bilhões previstos na proposta inicial e cerca de 11% acima das estimativas do Safra.

De acordo com os analistas, o resultado reflete um reconhecimento maior dos investimentos realizados pela empresa, contribuindo para uma base regulatória mais robusta.

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Despesas regulatórias

As despesas operacionais regulatórias (Opex) foram definidas em R$ 2,2 bilhões, ficando 7% acima da projeção do banco. Já o Ebitda regulatório alcançou R$ 3,9 bilhões, superando a estimativa de R$ 3,3 bilhões e indicando potencial de revisão positiva para as projeções financeiras da companhia.

Por outro lado, as receitas acessórias foram estabelecidas em R$ 475 milhões, acima dos R$ 361 milhões projetados pelo Safra e próximas dos R$ 463 milhões previstos na proposta preliminar da Aneel.

A taxa de inadimplência regulatória foi mantida em 0,66% da receita, levemente abaixo da estimativa do banco, de 0,70%. Na avaliação dos analistas, a meta continua rigorosa para a distribuidora.

Já a Parcela B — componente que remunera os custos gerenciáveis e os investimentos da concessionária — foi definida em R$ 5,7 bilhões. O valor ficou apenas 2,3% acima da projeção do Safra e praticamente em linha com os números preliminares divulgados anteriormente.

Outro ponto destacado pelo relatório foi a definição do Fator X em 0,95%, acima tanto da estimativa do banco, de 0,50%, quanto da proposta inicial da agência reguladora, de 0,52%.

Apesar desse indicador exigir maiores ganhos de eficiência ao longo do ciclo tarifário, o Safra avalia que o conjunto da revisão foi positivo para a companhia. Segundo o banco, os números finais confirmam a capacidade da Copel de continuar expandindo sua geração de valor, sustentando uma visão construtiva para os próximos anos.

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