O balanço da Tupy (TUPY3) sobre o primeiro trimestre do ano, desagradou o mercado, repercutindo nas ações da companhia que caem mais de 4%, em queda firme, no começo do pregão desta sexta-feira (15).

Além disso, relatório do Bradesco BBI avaliou que os dados trimestrais da companhia vieram negativos, com destaque para a forte compressão de margens. E a combinação de menor volume e efeitos cambiais retirou cerca de R$ 184 milhões do Ebitda, apenas parcialmente compensados por ganhos internos (aproximadamente R$ 50 milhões), evidencia um cenário operacional ainda desafiador.
“Apesar de sinais mais construtivos na demanda nos Estados Unidos, especialmente em veículos comerciais, entendemos que os ventos contrários — câmbio e atividade ainda fracos em alguns mercados finais — devem continuar pressionando os resultados nos próximos trimestres, com ganhos de eficiência sendo insuficientes para reverter integralmente esse quadro no curto prazo”, diz trecho do relatório.
Aumento da alavancagem
O relatório apontou ainda que, além disso, o aumento da alavancagem, para 4,02x a relação dívida líquida/Ebitda, reforça a restrição na geração de caixa. Nesse contexto, o risco de revisões negativas para estimativas de margem permanece no radar da casa de análise.
“Mesmo com ganhos esperados de eficiência ao longo de 2026 e 2027, seguimos vendo uma dinâmica entre risco e retorno pouco atrativa, diante de crescimento ainda limitado, margens pressionadas e elevado nível de endividamento”, diz outro trecho do documento.
A Tupy registrou prejuízo líquido de R$ 94,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando as perdas em relação ao resultado negativo de R$ 12,2 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o desempenho foi impactado pela retração das receitas, compressão das margens operacionais e resultado financeiro ainda pressionado.
A receita líquida somou R$ 2,31 bilhões entre janeiro e março, queda de 7,1% na comparação anual. No período, o custo dos produtos vendidos recuou 1,4%, para R$ 2,07 bilhões, movimento insuficiente para compensar a redução do faturamento, o que acabou deteriorando a rentabilidade operacional da fabricante.
Mesmo diante do cenário mais desafiador, a Tupy destacou o desempenho da subsidiária MWM, que registrou receita de R$ 630 milhões no trimestre, alta de 8% na comparação anual. A operação respondeu por 27% do faturamento consolidado da companhia.






