A Tupy (TUPY3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 94,2 milhões, ampliando o resultado negativo de R$ 12,2 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi pressionado pela retração das receitas, queda nas margens operacionais e resultado financeiro ainda negativo, de acordo com o balanço.
A receita líquida da companhia somou R$ 2,31 bilhões entre janeiro e março, recuo de 7,1% na comparação anual. Segundo os dados divulgados pela empresa, o custo dos produtos vendidos caiu em menor intensidade, de 1,4%, para R$ 2,07 bilhões, o que reduziu significativamente a rentabilidade operacional da fabricante.
Apesar dos resultados, a compahia informou que a subsidiária MWM registrou receitas de R$ 630 milhões, um aumento de 8% contra, representando 27% do faturamento total da Tupy. Além disso, no primeiro trimestre foram entregues 100 caminhões a biometano e GNV para coleta urbana no Rio de Janeiro em parceria com a BMB, unidade de soluções especiais do Grupo Vamos.
A MWM também fortaleceu sua parceria tecnológica com a Yuchai para escalar soluções sustentáveis ao aplicar motores a biometano e a etanol em diversos segmentos, como veículos de coleta urbana, transporte público, caminhões voltados ao segmento produtor de etanol e biometano, grupos geradores e motores marítimos de grande porte.
Margens pressionadas
O lucro bruto atingiu R$ 234 milhões no trimestre, queda de 38,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Com isso, a margem bruta recuou de 15,3% para 10,1% sobre a receita líquida.
As despesas operacionais permaneceram praticamente estáveis, em R$ 228,3 milhões, enquanto outras despesas operacionais cresceram 17%, totalizando R$ 45,6 milhões.
O resultado operacional antes do financeiro ficou negativo em R$ 39,9 milhões, revertendo lucro operacional de R$ 113,4 milhões observado um ano antes. A margem operacional passou de 4,6% positiva para 1,7% negativa.
Ebitda despenca
O resultado financeiro líquido permaneceu negativo, em R$ 49,7 milhões, embora tenha apresentado melhora de 51,5% frente às perdas financeiras registradas no primeiro trimestre de 2025.
O Ebitda somou R$ 55,2 milhões, representando uma queda de 73,6% na comparação anual. A margem Ebitda caiu de 8,4% para 2,4%.
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Já o Ebitda ajustado totalizou R$ 98,8 milhões no trimestre, retração de 60,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem ajustada passou de 10% para 4,3%.
Além disso, a linha de imposto de renda e contribuição social consumiu R$ 4,6 milhões no trimestre, abaixo dos R$ 23 milhões registrados um ano antes.






