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Nubank tem avanço de receitas e eficiência, apesar de pressão nas provisões

Nubank tem avanço de receitas e eficiência, apesar de pressão nas provisões

O relatório ressalta que ainda há espaço para uma leve revisão para baixo nas estimativas do banco para os próximos períodos

O Bradesco BBI avaliou de forma positiva o desempenho do Nubank (ROXO34) no primeiro trimestre de 2026, destacando a forte expansão das receitas, impulsionada principalmente pelo crescimento da margem financeira e das receitas com tarifas.

Segundo o relatório, o banco digital apresentou desempenho operacional acima das expectativas em diversas linhas, incluindo as despesas operacionais. Ainda assim, o avanço das receitas permitiu melhora do índice de eficiência, que apresentou evolução de 2,30 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Os analistas do BBI afirmam que o principal fator de pressão sobre o resultado foi o aumento das provisões para perdas de crédito. O movimento, segundo a casa de análise, foi influenciado pela sazonalidade do período, pelo crescimento da operação e também pela mudança no mix de produtos e serviços oferecidos pela fintech.

Apesar do impacto maior das provisões, o Bradesco BBI avalia que o Nubank continua apresentando trajetória consistente de expansão operacional e ganho de escala.

O relatório ressalta, no entanto, que ainda há espaço para uma leve revisão para baixo nas estimativas do banco para os próximos períodos, refletindo principalmente a pressão observada na qualidade do crédito e no custo de risco.

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O balanço do 1ºTRI

O Nubank encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de US$ 871,4 milhões, queda de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia sido de US$ 557 milhões. O desempenho, segundo o balanço, foi impactado pelo desempenho da carteira de crédito, da base de clientes e das receitas de crédito e serviços financeiros.

A receita total da fintech somou US$ 5,32 bilhões entre janeiro e março, crescimento anual de 42%. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve avanço de 7%. O lucro bruto atingiu US$ 1,88 bilhão, alta de 27% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O número de clientes chegou a 135,2 milhões no trimestre, expansão de 14% na comparação anual e de 3% frente ao trimestre imediatamente anterior. A taxa de atividade permaneceu estável em 83,4%.