As ações do Grupo SBF (SBFG3), controlador das lojas Centauro e da operação brasileira da Nike por meio da Fisia, sobem até 3% nesta terça-feira (12) após a empresa abrir 2026 com números sólidos e olhos voltados para a Copa do Mundo.
A companhia reportou receita líquida consolidada de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre, crescimento de 15% na comparação anual e 5% acima das estimativas do banco Safra.
Centauro e Fisia aceleram no embalo do Mundial
A Centauro registrou receita de R$ 930 milhões no trimestre, alta de 13% sobre o mesmo período de 2025.
“O crescimento foi sustentado por uma expansão de 10% na plataforma digital e de 14% nas vendas em lojas físicas, com SSS de 14,6%, impulsionado por categorias essenciais como futebol e calçados de alta performance”, apontam os analistas Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello, do Safra.
Camisas da Copa do Mundo e do Vasco da Gama, além de tênis voltados para corrida, foram os destaques de vendas.
A Fisia foi ainda mais longe: receita de R$ 1 bilhão, alta de 26% e 12% acima da projeção do banco.
“O resultado foi impulsionado por um aumento de 49% nas vendas no atacado, também atribuível à Copa de 2026, combinado com a maior demanda da Centauro por produtos Nike e crescimento de 16% nas lojas físicas”, destacam os analistas.
Margem surpreende, mas custos da Copa pesam
A margem bruta consolidada chegou a 50,8%, alta de 110 pontos-base na comparação anual e 150 pontos acima da estimativa do Safra.
“A melhora foi sustentada por menores descontos na Centauro, parcialmente compensada pela queda de 20 pontos-base na margem da Fisia, explicada pela depreciação do real frente ao dólar”, explicam Pini, Sartorio e Granello.
Já a margem EBITDA ajustada recuou 120 pontos-base, pressionada por royalties ligados à preparação para o Mundial e maiores despesas com pessoal em loja. O lucro líquido ajustado foi de R$ 79 milhões, alta de 6% e 17% acima do esperado pelo Safra.
Alavancagem sobe, mas Safra vê movimento calculado
A dívida líquida avançou 66% na comparação trimestral, para R$ 1,1 bilhão, elevando a alavancagem de 1,0x para 1,6x o EBITDA.
“O aumento reflete estoques montados para a Copa e maiores investimentos em lojas — um aumento razoável de alavancagem dado o esperado retorno em vendas impulsionado pelo evento”, avaliam os analistas.
O Safra mantém recomendação de compra, com valuation atrativo de 5,3 vezes o lucro estimado para 2026.
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