O BTG Pactual (BPAC11) divulgou, nesta quarta-feira (11), o relatório do Grupo SBF (SBFG3), que controla as lojas Centauro, a Almax Sports, a ByTennis e a Fisia (operadora da Nike no Brasil) para o primeiro trimestre de 2022. De acordo com o documento, a companhia obteve resultados fortes e superiores às estimativas da instituição financeira, encerrando o período com lucro líquido de R$ 30 milhões e Ebtida ajustado total em R$ 185 milhões.
Com estes resultados, o BTG mantém sua visão positiva sobre o Grupo SBF e recomenda a compra de seus ativos pelo preço-alvo de R$ 34,00.
O crescimento de SSS e da receita das lojas físicas na bandeira Centauro foi de 38% a/a e de 45% no trimestre. Esta também apresentou resultados sólidos em sua operação online, com crescimento de 36,7% a/a no GMV, número que representa 31% do GMV da marca e elevou a receita digital a R$ 229 milhões (crescimento de 27% a/a).
A contagem de lojas do grupo subiu, no 1TRI22, para 230, o que permitiu que a receita líquida da companhia tivesse um crescimento de 46% a/a, chegando a R$ 699 milhões.
Grupo SBF: Fisia leva Ebtida do grupo para acima das projeções
A Fisia obteve, neste trimestre, uma receita líquida de R$ 734 milhões, e as vendas direct to consumer (DTC) representaram 47% do faturamento da divisão – 49,7% acima do resultado atingido no 4TRI21. Segundo os analistas do BTG, o resultado caracteriza uma notável recuperação.
O Grupo SBF encerrou o 1TRI22 com margem bruta em 46,2% (40bps acima das estimativas do BTG e aumento de 330bps a/a), com ganho de margem bruta de 3,7pp ao ano e 1,7pp acima do resultado do 4TRI19. Tais números foram impulsionados, de acordo com o relatório, por “um ambiente menos promocional” do que no ano passado.
Com a margem bruta da Fisia maior em 220bps a/a e maior participação de vendas diretas ao consumidor do que no primeiro trimestre de 2021 (mais lucrativas que o canal atacado), as despesas de vendas, gerais e administrativas, caíram para 32,4% (redução de 640bps a/a). Isso foi possível graças as sinergias da integração da operadora da Nike no Brasil e a alavancagem compensando as pressões inflacionárias neste período.
Assim, o Ebtida ajustado total (sem contar R$ 5,5 milhões em itens não recorrentes) encerrou o 1TRI22 em R$ 185 milhões, superior à projeção do BTG em 18%, com margem EBITDA de 13,8% (120bps acima da estimativa da instituição financeira).
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Desta forma, excluindo os R$ 13 milhões em itens não recorrentes (relacionados a impactos da aquisição e baixas de ativos), o lucro líquido do Grupo SBF no 1TRI22 foi de R$ 30 milhões, 19% acima das projeções do BTG.
BTG vê momento das ações do Grupo SBF com otimismo
Segundo o relatório, o segundo semestre de 2021 do Grupo SBF mostrou claros sinais de recuperação. Diante disso, o BTG vê com otimismo o momento das ações da empresa após a abertura econômica, com o SBFG3 negociado a 15x P/L 2023, o valuation da empresa oferece um bom potencial de valorização.
O Grupo SBF possui uma posição de liderança no mercado de artigos esportivos, que é altamente fragmentado, e detém uma sólida estrutura de capital. Assim, o BTG afirma que enxerga “muito espaço para ganhos de market share, que aliados a uma plataforma omnichannel de rápido crescimento e a operação da Nike, sustentam nossa visão positiva sobre o nome”.






