As ações da Oi, até hoje negociadas sob os tickers OIBR3 e OIBR4, são deslistadas pela B3 ($B3SA3). Com isso, os papeis da companhia telefônica deixarão de ser mantidas e negociadas no ambiente da depositária central da bolsa de valores e passarão a constar dos registros do escriturador da companhia, atualmente o Banco do Brasil (BBAS3).
A B3 encaminhou ofício à empresa comunicando a deslistagem da bolsa de valores, em razão da decretação de sua falência, ocorrida em agosto.
“A deslistagem não implica no cancelamento automático das ações de emissão da companhia tampouco a conversão em créditos contra a massa falida. Os titulares permanecerão acionistas da Oi enquanto subsistirem as ações e a personalidade jurídica da sociedade”, informou a empresa.
Ações da Oi: companhia permanece com registro aberto
Apesar disso, a empresa de telecomunicações informou também que, apesar da deslistagem das ações da Oi, não fica alterada a situação de seu registro de companhia aberta perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No fim de agosto, a Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi. Isto ocorre após o judiciário carioca ter revogado um recurso de alguns bancos que havia suspendido a própria decretação da falência da companhia em novembro do ano passado, o que deu uma sobrevida à operadora.
Em junho, a empresa informou ao mercado que obteve uma decisão favorável no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que mantém temporariamente medidas importantes para a condução de sua reestruturação financeira.
Segundo comunicado da companhia, uma desembargadora da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ decidiu prorrogar a suspensão da exigibilidade das chamadas obrigações extraconcursais e autorizou a continuidade do trabalho do gestor judicial responsável pela liquidação ordenada dos ativos do grupo.
Com a falência decretada, caberá à administração judicial arrecadar e administrar os bens da massa falida, verificar os créditos e acompanhar a venda dos ativos, tudo com a supervisão da Justiça do Rio. Na época de seu fechamento, a Oi possuía patrimônio líquido negativo e uma dívida superior a R$ 44 bilhões.
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