A Eztec (EZTC3) assinou contrato de locação com o Itaú Unibanco (ITUB4) para a totalidade do Esther Towers. O acordo tem prazo inicial de 10 anos e deve render à incorporadora cerca de R$ 1,17 bilhão em aluguéis no período.
O empreendimento soma aproximadamente 91,4 mil m² de área bruta locável (ABL), e o contrato prevê opção de prorrogação por mais cinco anos. A Ágora Investimentos classificou a notícia como positiva.
“Garantir um locatário reduz bastante o risco do Esther Towers e favorece a futura monetização do ativo”, escreveram Bruno Mendonça, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos.
Ocupação acompanha a entrega das torres
O Itaú não vai ocupar o complexo de uma vez. A mudança será gradual, conforme as torres do projeto forem entregues.
Na média, o valor anunciado equivale a cerca de R$ 117 milhões por ano. Contudo, a receita tende a começar menor e crescer à medida que novas torres entrarem em operação.
Para uma incorporadora acostumada a gerar caixa com a venda de apartamentos, o contrato cria uma fonte de receita recorrente e de longo prazo. E com um único inquilino de primeira linha, sem necessidade de buscar ocupantes andar por andar.
Aposta na Chucri Zaidan
O acordo reforça uma leitura que a corretora já fazia sobre o empreendimento. O Esther Towers fica na região da Avenida Chucri Zaidan, na zona sul de São Paulo, um dos polos de escritórios corporativos da cidade.
“O anúncio confirma o cenário que traçamos, no qual a locação integral para o Itaú validaria tanto a qualidade do ativo quanto a melhora dos fundamentos do mercado de escritórios da região”, apontaram Bruno Mendonça, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos.
Portanto, o contrato pesa além do próprio prédio. Um banco do porte do Itaú fechando 91,4 mil m² de uma vez funciona como termômetro da demanda por lajes corporativas na região.






