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Safra troca Eletrosul e Armac por Klabin e São Simão em carteira IPCA+

Safra troca Eletrosul e Armac por Klabin e São Simão em carteira IPCA+

Safra incluiu papéis de Klabin e São Simão no Combo IPCA+ de julho; carteira tem retorno real médio de 7,6% e duration de 6,7 anos

O Safra atualizou sua carteira de renda fixa indexada à inflação para julho e promoveu duas mudanças no portfólio. O banco incluiu papéis de Klabin e São Simão, ambos com vencimento em 2036, e retirou os ativos de Eletrosul, com vencimento em 2028, e Armac, com vencimento em 2029.

Segundo relatório assinado por Yuri Machado e Roberto Pasqualini, do time de Credit Research do Safra, o chamado Combo IPCA+ tem rendimento anual projetado de 96% do CDI, com base na cotação de 1º de julho. Considerando a isenção de Imposto de Renda para pessoa física, o retorno médio estimado sobe para 113% do CDI.

A carteira tem duration média de 6,7 anos e retorno real médio, ou seja, acima da inflação, de 7,6%. A composição reúne ativos dos setores de logística, papel e celulose, rodovias, geração de energia e distribuição de energia.

“Estimamos um rendimento anual projetado de 96% do CDI e uma duration média de 6,7 anos. Considerando a isenção de IR, o retorno médio estimado fica em 113% do CDI”, afirma o Safra no relatório.

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Carteira IPCA+ do Safra tem Klabin, São Simão, Santos Brasil, Ecorodovias e Neoenergia

Com as alterações de julho, o Combo IPCA+ passou a ser formado por cinco ativos: debênture da Santos Brasil, CPR da Klabin, debênture da Ecorodovias, debênture da São Simão Energia e debênture da Neoenergia Elektro.

A carteira inclui o papel STBP35, da Santos Brasil, com vencimento em agosto de 2034; a CPR da Klabin, com vencimento em abril de 2036; HARG11, da Ecorodovias, com vencimento em outubro de 2036; UHSM12, da São Simão, também com vencimento em outubro de 2036; e EKTRB6, da Neoenergia Elektro, com vencimento em agosto de 2040.

Todos os ativos listados no combo contam com isenção de IR para pessoa física, segundo o relatório. Os pagamentos de juros são semestrais, enquanto os cronogramas de amortização variam conforme cada emissor.

A entrada da Klabin amplia a exposição da carteira ao setor de papel e celulose. O Safra destaca que a companhia tem escala, operações verticalizadas e portfólio diversificado. A empresa possui rating AAA nas três referências apresentadas pelo banco e registrava alavancagem de 3,1 vezes, com margem Ebitda de 34%.

Já a inclusão da São Simão reforça a posição em geração de energia. A usina hidrelétrica tem concessão válida até 2048 e contrato em regime de cotas. Segundo o Safra, a companhia apresentava alavancagem de 2,5 vezes e margem Ebitda de 73%.

Banco vê cenário favorável para títulos incentivados

A atualização da carteira ocorre em um ambiente ainda marcado por juros elevados, mas com sinais de melhora na inflação corrente. No relatório, o Safra afirma que os dados recentes apontaram melhora dos núcleos inflacionários e desaceleração da inflação de serviços subjacentes.

O banco também destaca que as projeções para junho e julho indicam um IPCA mais benigno, além de continuidade no arrefecimento dos núcleos de inflação. Esse cenário pode favorecer títulos indexados ao IPCA, especialmente quando o retorno real segue em patamar elevado.

Na parte macroeconômica, o Safra projeta IPCA de 4,90% em 2026 e 3,50% em 2027. Para a Selic, a estimativa é de 13,50% ao fim de 2026 e 11,00% em 2027. Já o PIB deve crescer 1,90% em 2026 e 1,80% em 2027, segundo as projeções do banco.

Apesar da melhora em alguns indicadores de inflação, o relatório aponta que a atividade econômica brasileira dá sinais de desaceleração no segundo trimestre de 2026, após um início de ano mais forte. O comércio varejista, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito, aparece como um dos pontos de maior fraqueza.

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Títulos têm exposição a setores defensivos e infraestrutura

A composição do Combo IPCA+ privilegia empresas de setores com perfil mais defensivo ou ligados à infraestrutura. Além de Klabin e São Simão, o portfólio mantém Santos Brasil, Ecorodovias e Neoenergia Elektro.

No caso da Santos Brasil, o Safra destaca a posição da companhia entre as principais operadoras portuárias do país e a alavancagem controlada. A empresa atua em terminais de contêineres, líquidos, veículos e cargas gerais, com presença relevante no Porto de Santos.

A Ecorodovias aparece na carteira por meio de debênture com vencimento em 2036. O Safra ressalta que a companhia é uma das maiores operadoras de rodovias pedagiadas do Brasil, com portfólio de vencimento alongado. A empresa administra 11 concessões rodoviárias e possui cerca de 4,7 mil quilômetros de rodovias em oito estados.

A Neoenergia Elektro completa o portfólio com exposição ao setor de distribuição de energia. Segundo o banco, a companhia se beneficia de escala elevada e operação diversificada. O relatório também aponta que desinvestimentos podem contribuir para a desalavancagem do grupo.