A atividade de renda fixa seguiu em expansão na B3 ($B3SA3) em maio, com destaque para o mercado de balcão, que registrou crescimento tanto nas novas emissões quanto no estoque de títulos. Os dados operacionais divulgados pela bolsa brasileira mostram que as emissões de instrumentos de renda fixa e derivativos de balcão somaram R$ 1,408 trilhão no mês, alta de 4,7% em relação a maio de 2025 e avanço de 2,3% na comparação com abril deste ano.
O estoque desses ativos alcançou R$ 8,821 trilhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado e de 1,8% frente ao mês anterior. O desempenho reforça a continuidade da demanda por instrumentos de captação e proteção financeira em um ambiente ainda marcado por juros elevados.
No mercado de derivativos listados, o cenário foi mais heterogêneo. O volume médio diário negociado somou 10,3 milhões de contratos em maio, queda de 13,6% na comparação anual e recuo de 6,8% ante abril.
Os contratos de derivativos de índices foram o principal destaque positivo, com crescimento de 27,9% em relação a maio de 2025, alcançando volume médio diário de 3,57 milhões de contratos. Já os contratos ligados a commodities avançaram 12,1% na mesma base de comparação.
Por outro lado, os contratos futuros de criptoativos continuaram registrando forte retração. O volume médio diário caiu 87,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 319 mil contratos. Os derivativos de câmbio também apresentaram queda de 10,1%, enquanto os contratos de juros em reais recuaram 0,6%.
Apesar da redução no volume negociado, a receita média por contrato (RPC) dos derivativos avançou. O indicador consolidado atingiu R$ 1,212 por contrato, alta de 8,5% em relação a maio de 2025 e crescimento de 4,5% frente a abril.
O principal impulso veio dos contratos de juros em reais, cuja receita média por contrato subiu 9,7% na comparação anual e 19% em relação ao mês anterior. Nos contratos de criptoativos, a RPC avançou 38% na base anual.
Mercado de ações mantém crescimento anual
Na renda variável, o mercado à vista movimentou, em média, R$ 30,4 bilhões por dia em maio. O volume representa crescimento de 16,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, embora tenha ficado 14,3% abaixo do registrado em abril.
O mercado de opções também apresentou forte expansão, com volume financeiro médio diário de R$ 1,013 bilhão, alta de 36,6% em relação ao ano anterior. Já os mercados a termo e futuro de ações movimentaram R$ 247 milhões por dia, praticamente estáveis em relação a maio de 2025, com avanço de 0,9%.
Os números indicam que, apesar da volatilidade observada nos mercados ao longo do mês, a atividade na bolsa brasileira segue sustentada por um mercado de renda fixa em expansão e por uma recuperação gradual da liquidez na renda variável.






