O Tesouro Direto hoje (18) apresentava movimentos distintos entre os títulos por volta das 11h25. Enquanto dois papéis prefixados ofereciam taxas maiores, todos os vencimentos tradicionais ligados ao IPCA registravam queda em relação à referência de segunda-feira (17).
O principal destaque era o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja rentabilidade subiu de 14,75% para 14,82% ao ano, avanço de 0,07 ponto percentual. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,73% para 14,76%, enquanto o vencimento de 2029 recuou de 14,36% para 14,33%.
A movimentação ocorria em meio à renovação das tensões entre Estados Unidos e Irã. O impasse sobre um acordo de paz mantinha o petróleo em patamares elevados e pressionava os títulos públicos de economias desenvolvidas. O rendimento do Treasury de 30 anos alcançou o maior nível desde 2007.
“Não há negociações ou conversas em andamento, nem agendadas, com a República Islâmica do Irã. O bloqueio naval permanece em pleno vigor e efeito. O Estreito de Ormuz está aberto e operacional. Todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em publicação no Truth Social.
Prefixados longos sobem, mas taxas do IPCA+ recuam
Com a alta da rentabilidade, o preço unitário do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de R$ 777,50 para R$ 775,06. No Prefixado 2032, o preço passou de R$ 480,27 para R$ 479,86.
O movimento foi inverso no Tesouro Prefixado 2029. A redução da taxa para 14,33% elevou o preço unitário de R$ 729,62 para R$ 730,46. Taxas e preços dos títulos prefixados caminham em sentidos opostos devido à marcação a mercado.
Entre os títulos ligados à inflação, todas as taxas recuavam. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,15% para IPCA + 8,14%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,81% para IPCA + 7,80%.
As maiores reduções, de 0,04 ponto percentual, foram registradas pelo Tesouro IPCA+ 2040, cuja taxa caiu para IPCA + 7,59%, e pelo IPCA+ 2050, que passou a oferecer IPCA + 7,31%.
Juros futuros operam mistos nesta terça-feira
A curva de juros futuros brasileira também apresentava direções diferentes. Por volta das 11h05, o contrato de DI para janeiro de 2027 recuava de 13,76% para 13,755%, enquanto o vencimento de janeiro de 2029 caía de 14,31% para 14,27%.
Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 permaneciam estáveis em 14,57% e 14,67%, respectivamente. Na parte mais longa da curva, o DI para janeiro de 2034 avançava de 14,70% para 14,72%.
Além do conflito no Oriente Médio, o mercado acompanhava a produção industrial dos Estados Unidos, que cresceu 0,2% em julho na comparação mensal, em linha com as expectativas. No Brasil, permanecia no radar a possível adoção da Lei da Reciprocidade como instrumento de negociação diante das tarifas norte-americanas.
“Voltamos a acompanhar as negociações em tempo real, e acho que muita gente simplesmente ignorou a situação. Acreditamos que, neste momento, há mais risco de queda nos preços do petróleo do que de alta”, avaliou Jason Stephens, fundador da Evertern Wealth, em entrevista à CNBC.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h25 desta terça-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,33% ao ano — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,76% ao ano — alta de 0,03 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,82% ao ano — alta de 0,07 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0733% — queda de 0,0002 p.p.
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,14% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,80% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,59% — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,57% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,31% — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,43% — queda de 0,01 p.p.






