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Gestores estão pessimistas com o Brasil, diz Bank of America; veja pesquisa

Gestores estão pessimistas com o Brasil, diz Bank of America; veja pesquisa

Parcela que espera revisões negativas de lucro no Brasil subiu de 35% para 53% em um mês, segundo o Bank of America

Quase metade dos gestores de fundos da América Latina espera o Ibovespa abaixo de 170 mil pontos no fim do ano. Em julho, eram 22%. A pesquisa do Bank of America foi divulgada nesta terça-feira (18).

“Os investidores ficaram mais pessimistas na pesquisa de agosto, e quase metade dos respondentes vê o Ibovespa abaixo de 170 mil pontos no fim do ano”, escreveu o time de analistas do Bank of America liderado por David Beker.

Onde você vê o Ibovespa no final de 2026?

Fonte: Bank of America

O levantamento ouviu 30 gestores, responsáveis por cerca de US$ 90 bilhões sob administração. A piora não ficou restrita ao índice.

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Para as indústrias nacionais no Brasil, como você vê as revisões de lucros em 2026?

Fonte: Bank of America

A parcela que projeta revisões negativas de lucro no Brasil subiu de 35% para 53% em um mês. O dólar no fim de 2026 passou a ser projetado entre R$ 5,41 e R$ 5,70, contra R$ 5,11 e R$ 5,40 antes.

Caixa sobe e apetite a risco cai

O nível de caixa ficou em 6%, acima da média histórica de 5,5%. Apenas 16% pretendem aumentar a alocação em ações nos próximos seis meses, a menor fatia desde outubro de 2024.

% de investidores que planejam aumentar sua alocação em ações nos próximos 6 meses

Fonte: Bank of America

“O apetite a risco caiu ao menor nível desde abril de 2025, com rotação para crescimento e saída de valor, o que pode sinalizar preocupação com armadilhas de valor”, apontou a equipe de Beker.

Armadilha de valor é a ação que parece descontada e segue barata porque os fundamentos pioram. Serviços públicos e financeiro são os setores mais comprados, e consumo, o mais vendido.

Gestores contam com mais cortes na Selic

Entre os entrevistados, 76% esperam ao menos um corte de 0,25 ponto percentual na Selic neste ano. Outros 53% contam com pelo menos dois cortes.

“Esperamos um corte de 0,25 ponto percentual em setembro, seguido de uma pausa prolongada”, projetou o banco.

Os gestores apontam expectativas de inflação menores e um quadro fiscal melhor como gatilhos para um ciclo mais longo de afrouxamento. Argentina e Chile também aparecem com leitura positiva.

O Brasil segue um pouco à frente do México na preferência dos gestores. Os riscos externos mais citados são juros mais altos nos Estados Unidos e um dólar mais forte.