A possível venda da CSN Cimentos pode ajudar na redução da alavancagem da CSN (CSNA3) e ainda fortalecer a liquidez da companhia siderúrgica. Isso porque a subsidiária de cimentos encerrou 2024 com dívida líquida de R$ 2,9 bilhões, e relatório do banco Safra projeta desalavancagem limitada até o fim de 2025, considerando o fluxo de caixa livre próximo de zero em 2024 e um EBITDA praticamente estável em 2025 na comparação anual.
“Pelas nossas estimativas, o EBITDA da divisão deve atingir aproximadamente R$ 1,5 bilhão em 2026, o que implica um múltiplo de 6,7 vezes EV/EBITDA com base na avaliação de R$ 10 bilhões — dentro da faixa observada para empresas comparáveis na América Latina”, diz trecho do relatório.
Segundo o relatório, para contextualizar, a venda de uma participação de 60% (considerando o valor mínimo de empresa de R$ 10 bilhões) poderia gerar cerca de R$ 4,3 bilhões em recursos para a CSN — o equivalente a aproximadamente 12% da estimativa do Safra de dívida líquida ao final de 2025 — e seria suficiente para cobrir as amortizações no mercado de capitais previstas para 2026 e 2027.
Vencimentos
No entanto, o documento lembra que vencimentos de R$ 8,1 bilhões no mercado de capitais previstos para 2028 ainda exigirão iniciativas adicionais de redução de dívida.
“De modo geral, vemos a potencial transação como positiva do ponto de vista de crédito, ao melhorar a liquidez e acelerar o processo de desalavancagem, com benefícios tanto para detentores de títulos de dívida quanto para acionistas”, completa trecho do relatório, assinado pelo analista Ricardo Monegaglia.
Segundo matéria publicada pelo jornal Estadão, a J&F – mesma controladora da JBS (JBSS32), estaria avaliando a aquisição da CSN Cimentos, avaliada em um valor mínimo de empresa de cerca de R$ 10 bilhões. A venda é peça central do plano de desinvestimento de ativos da CSN, que busca levantar entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões para reduzir sua dívida líquida, atualmente em torno de R$ 40 bilhões.






