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Vibra tem ventos favoráveis para o 1T26 após números sólidos do 4T25

Vibra tem ventos favoráveis para o 1T26 após números sólidos do 4T25

Distribuidora se beneficia de preços domésticos abaixo da paridade de importação e avanços no combate à ilegalidade no setor

Após um início de ano preocupante, a Vibra (VBBR3) está recebendo ventos favoráveis. Essa foi a avaliação da XP nesta quinta-feira (12), após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) da companhia.

O head de óleo, gás e petroquímicos da XP, Regis Cardoso, ressaltou que a Vibra apresentou números sólidos, em linha com as expectativas da casa de análise.

“O EBITDA recorrente de R$ 1,82 bilhão (+11% t/t, +35% a/a) ficou apenas 3% abaixo da XPe e aumentou sequencialmente em meio a um trimestre mais forte tanto na distribuição de combustíveis quanto na Comerc. O lucro líquido de R$ 679 milhões ficou abaixo da XPe de R$ 769 milhões (-12%)”, informou Cardoso, comparando os números com as expectativas da corretora.

Para o especialista, ainda que a relação entre preço e lucro tenha vindo relativamente forte, a geração de caixa foi fraca. Cardoso calcula que o FCFE recorrente (fluxo de caixa livre para o acionista) foi apenas marginalmente positivo, em cerca de R$ 100 milhões.

Apesar disso, a corretora destaca que os investidores devem olhar para frente. Segundo o head, as perspectivas de bons resultados no 1T26 e a dinâmica atual do mercado, com preços domésticos bem abaixo da paridade de importação — referência usada para equiparar o preço interno ao custo de importar o produto —, devem impulsionar a Vibra.

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Vibra: mercado mais favorável no 4T25 e futuro positivo

A casa de análise destacou que o ambiente de mercado ficou mais favorável para as distribuidoras ao longo do 4T25. Os avanços no combate à ilegalidade no setor e os preços domésticos do diesel abaixo da paridade de importação ajudaram a sustentar os resultados da Vibra no período.

“O 4T25 foi marcado por um progresso significativo nos esforços para coibir a ilegalidade no setor, bem como pelos preços domésticos (diesel) que permaneceram em sua maioria abaixo da paridade de importação, o que ajudou a sustentar os resultados”, escreveu a XP.

Para os analistas, o cenário ficou ainda mais construtivo no 1T26. A corretora lembra que começou o ano com preocupação sobre a dinâmica competitiva, mas avalia que o quadro melhorou com os preços da Petrobras abaixo da paridade. O movimento ganhou força em março, quando a alta internacional do petróleo — impulsionada pelas tensões entre EUA e Irã — ampliou o desconto doméstico e favoreceu distribuidoras mais estruturadas, como a Vibra.

“Também vemos uma oportunidade única para acelerar os investimentos em embandeiramento — modelo em que postos adotam a marca de uma distribuidora — e estender a duração dos contratos, já que a dinâmica atual do mercado fortalece significativamente a proposta de valor dos postos embandeirados, particularmente em termos de segurança de abastecimento”, afirmou a XP.

A corretora conclui reforçando o otimismo com o setor de distribuição de combustíveis e reafirma a Vibra como sua principal recomendação no segmento.

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